Diário da Serra

Educação não aceita “governar por decreto”

Rodrigo Soares / Redação DS 04/02/2020 Educação

Decreto do Executivo aumenta número de alunos por sala de aula

Professores lotaram o plenário da Câmara

Com cartazes de protesto expressando o descontentamento em relação ao decreto do Executivo que aumenta o número de alunos nas salas de aula do município,  profissionais da Educação de Tangará da Serra compareceram em peso na primeira sessão ordinária do ano realizada na tarde desta terça-feira, 04, na Câmara Municipal. O objetivo foi pressionar os vereadores para que o decreto, publicado sem diálogo com a categoria, seja derrubado pelos parlamentar.


“Estamos aqui mais uma vez para fazermos reivindicações da categoria, especificamente sobre o decreto do prefeito que vem aumentar o número para mais cinco estudantes por turma. Uma preocupação principalmente dos anos iniciais, porque tudo isso vai comprometer a qualidade da educação”, afirmou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) de Tangará da Serra, Francisca Alda de Lima, ao destacar que o objetivo principal da classe é derrubar o decreto. “Não aceitamos esse desrespeito com a legislação, já existe essa legislação que garante número de alunos por sala de aula. Governar por decreto não será aceito pela Educação de Tangará”, enfatizou.


Ainda durante a primeira sessão da Câmara Municipal, que foi marcada por protestos, entrou em tramitação o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 01/2020, que tenta barrar o decreto publicado pelo Executivo.  


Segundo o presidente da comissão de Educação e Esportes da Câmara Municipal, Sebastian Ramos (PSB), o assunto deve ser decidido na próxima semana. “É uma tentativa de, junto com as pessoas  que nos procuraram, sustar os efeitos desse decreto que vem trazendo preocupação. (...) São situações que o Executivo construiu, e nós enquanto Câmara Municipal estamos tentando encontrar caminhos para as coisas serem minimizadas”, relatou o parlamentar.
 



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