Diário da Serra

“Sou um parlamentar livre”, responde Dr João, após se manifestar contrário a projeto que aumenta salário de comissionados

Redação DS 14/05/2020 Política

Dr. João afirmou ser independente para votar de acordo com sua consciência

Política

Em votação conturbada, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso aprovou em primeira votação o Projeto de Lei Complementar de autoria de Lideranças Partidárias que busca aumentar os salários dos servidores comissionados do Poder Executivo. A sessão aconteceu na noite desta quarta-feira, dia 13 de maio. 


Foram 13 votos favoráveis, 9 contrários e 1 abstenção. A mensagem chegou a ser rejeitada por não conseguir votos suficientes em uma votação em que os deputados Sebastião Rezende (PSC) e Max Russi (PSB) não conseguiram votar por, segundo eles, estarem com falha na conexão da internet. Na ocasião, os deputados Valmir Moretto (PRB) e Max Russi comunicaram seus votos a favor do projeto minutos depois do fim da votação, por meio de ligação e uma mensagem de Whatspp ao presidente Eduardo Botelho (DEM), que voltou atrás e computou os votos, modificando a decisão e aprovando o projeto governista em primeira votação.


Antes, porém, da mudança no placar da votação, o projeto seguia rejeitado, gerando revolta ao líder do Governo, deputado Dilmar Dal Bosco, que pediu a fala de detonou os deputados da base que votaram contra. “É uma das maiores vergonhas uma votação dessas. Não consigo entender. Votaram contra os servidores de Mato Grosso. Quero repudiar a situação”, disparou o democrata que classificou como “traidores dos servidores”.


Logo após as críticas, alguns deputados se manifestaram, entre eles o tangaraense João José de Matos, o Dr. João (MDB), que afirmou ser independente para votar de acordo com sua consciência. “Nós somos eleitos parlamentares, representamos o povo. Eu não combinei nada. Eu sou um parlamentar livre e de bons costumes. Eu não sou capacho. O senhor precisa respeitar o voto dos colegas parlamentares, vivemos numa sociedade democrática”, rebateu. 


Votaram contra o projeto, os deputados Dr. João (MDB), Silvio Favero (PSL), Thiago Silva (MDB), Delegado Claudinei (PSL), Elizeu Nascimento (DC), Ludio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Dr. Eugênio (PV) e Ulysses Moraes (PSL), que foi o parlamentar que mais criticou a mensagem durante a sessão.


Agora o projeto será analisado em segunda votação. O presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM), já marcou uma sessão para esta quinta-feira para dar sequência a votação do projeto. 


Projeto


O projeta eleva o percentual de gratificação a servidores efetivos em cargos de comissão. Atualmente, um servidor de carreira que ocupa um cargo de secretário de Estado, por exemplo, recebe o seu subsídio e mais 35% de gratificação sobre o valor do DGA-1 – que é R$ 18,2 mil.


Essa gratificação passará a ser de 70% sobre o valor do DGA. A mesma elevação de 70% se aplica ao DGA-2, que atualmente é de R$ 9,3 mil e paga uma gratificação de 40% aos efetivos em cargo comissionado.


Além disso, o texto prevê que na estrutura do Governo do Estado, 60% dos cargos comissionados sejam ocupados por servidores de carreira. Atualmente, não há um limite.

(Com informações FolhaMax e Olhar Direto)

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