Diário da Serra

TANGARÁ DA SERRA – Escolas privadas apresentam plano para retorno das aulas

Fabíola Tormes / Redação DS 07/06/2020 Educação

Documento foi entregue ao Executivo Municipal; escolas aguardam

Aulas presenciais estão suspensas desde março

Escolas privadas apresentam plano para retorno das aulas

O governo de Mato Grosso prorrogou novamente a reabertura das escolas estaduais por mais 30 dias. As aulas presenciais estão suspensas desde o dia 23 de março. Assim como na rede estadual, a Municipal e a rede privada segue sem aulas também desde março, por força de Decreto Municipal, justificado pela pandemia do novo coronavírus.


Buscando o retorno das atividades presenciais, as escolas da rede privada de Tangará da Serra se reuniram e apresentaram individualmente, ao Executivo Municipal um plano estratégico de retorno das atividades escolares. “Criamos um plano de contingenciamento, plano de retomada de acordo com aquilo que pede o Federação Nacional das Escola Particulares. Fizemos um plano de acordo com aquilo que eles propõem e estamos no aguardo do Poder Público para uma resposta, de quando poderemos retornar as nossas atividades”, explica o diretor da Atec, Robson da Costa, ao expressar sua expectativa para a retomada das atividades, sendo cautelosos e preocupados com a segurança dos alunos.


O diretor do Ipes, Marcos dos Anjos, também apresentou um plano estratégico de retorno das atividades escolares presenciais. “Para receber os alunos, com todos os cuidados”, garante. “Assim colocaríamos toda a nossa equipe para fiscalizar o cumprimento dessas exigências”.


Em resumo, as medidas nas unidades educacionais particulares seguem as mesmas das empresas em relação a higienização e cuidados (limpeza das mãos, uso de álcool em gel e de máscaras), porém com cuidados a mais como a redução de alunos por sala de aula, organizando-os de forma a ter o distanciamento exigido uns dos outros, a diminuição da quantidade de horas/aula, diminuição e/ou retirada do recreio, entre muitos outros. “(…) cuidados necessários para que não haja a disseminação do vírus, mas que os alunos também não percam tanto”, completa Robson.


O documento foi apresentado ao Executivo, uma vez que o governador Mauro Mendes delegou a cada prefeito dos 141 municípios de Mato Grosso a decisão sobre o retorno ou não das aulas nas escolas particulares. “E tudo isso apresentamos ao Poder Público e ficamos no aguardo de uma resposta que até o dia de hoje [sexta-feira] não obtivemos”.


Escolas particulares vivem drama financeiro

As escolas particulares de Tangará da Serra estão também vivendo um momento delicado durante a pandemia do coronavírus, assim como diversas empresas do Município.


Com a suspensão das aulas presenciais desde março, algumas instituições correm o risco de fechar as portas, enquanto outras tentam manter a folha de pagamento. “Perdemos 40% dos nossos alunos, sem contar a inadimplência que está alta”, conta a mantenedora da escola Caracol Kids, Luzia Corrêa, ao relatar que as escolas no ramo da educação infantil vivem uma realidade muito triste.


O impacto financeiro, segundo ela, está sendo grande. “Saber que eu estou há 11 anos no meu ramo em Tangará da Serra, emprego 24 colaboradoras, que alimento essas famílias e que, de repente, todas elas podem ficar sem o trabalho”, lamenta, ao afirmar que todas as colaboradoras continuam trabalhando com alunos de forma online. “Uma vivência totalmente nova, com professores se reinventando”.


Para tentar reverter essa situação, ela, assim como as demais escolas da rede privada de Tangará, apresentaram um plano para retorno das atividades presenciais. “Nós somos da rede privada e pelo nosso espaço conseguimos manter um atendimento mais qualificado, com menor número de crianças em sala, com distanciamento”, explica, ao afirmar, porém, que não foram mais ouvidos. “Ultimamente não conseguimos nem mais espaço para sermos ouvidos. Então tem sido muito difícil, assim como de muitas empresas. É muito triste saber que você se dedicou tanto (…) e ver ele escorregando pelo meio dos seus dedos. Nos resta uma tristeza muito grande”.


“Gostaria de voltar ao trabalho, mas que os órgãos competentes, ou seja, o Comitê de Saúde, nos autorizasse a voltar e assumíssemos a responsabilidade daquilo que foi colocado no Plano de Contingência. A questão de saúde é primordial e nós trabalharíamos com toda a responsabilidade para cumprir as normas exigidas por eles”.
 



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