Diário da Serra

CORTE DE INSALUBRIDADE - “Causa enorme indignação e não irei pecar pelo silêncio”, afirma vice-prefeito, ao garantir defesa aos servidores municipais

Fabíola Tormes / Redação DS 06/07/2020 Política

Ele denuncia que foi removido de todos os grupos da Prefeitura por emitir sua opinião

Política

O vice-prefeito de Tangará da Serra, Renato Ribeiro de Gouveia (PV), que há quatro anos caminha ao lado do prefeito Fábio Junqueira (MDB), novamente usou suas redes sociais para demonstrar seu posicionamento contrário a algumas decisões do gestor municipal. 


Em uma das postagens, no último domingo, 5, ele usou as redes sociais para novamente se manifestar em defesa dos servidores municipais que tiveram sua insalubridade cortada. “Estava em Cuiabá, no último dia 01 de Julho em um compromisso profissional, quando, logo pela manhã, vi a triste notícia a respeito das alterações nos salários dos servidores públicos municipais de Tangará da Serra. (…) Ver suspensões de direitos em um momento em que esses heróis enfrentam um dos maiores desafios da história, causa enorme indignação e não irei pecar pelo silêncio”, declarou Gouveia, nitidamente contrário com a gestão. 


“Como eu não estava na cidade, usei minha página para externar minha solidariedade e apoio aos colaboradores que prestam serviços relevantes em nosso município. E esse sentimento é pessoal (…) No entanto, fui removido de todos os grupos da Prefeitura Municipal de Tangará da Serra.  Alguns pelo prefeito, outros pelo ex-secretário do Samae. Eu nunca fiz política por profissão ou por carreira e, todas as vezes que me coloquei a disposição foi porque acreditei que estaria do lado certo, que poderia fazer alguma coisa por alguém, porque coloco meu coração em tudo que faço”, continuou, afirmando que hoje está como vice-prefeito da cidade, porém, não tem nenhum interesse no caos, na briga ou no escândalo. 


“Tenho respeito pelo professor Fábio, o que não significa que tenho que concordar com tudo o que faz”, completou, declarando sua possível ruptura com a gestão. “Chega uma hora que você tem que parar e repensar naquilo que acreditava há 4 anos atrás e que hoje é bem diferente”.

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