Diário da Serra

Niltinho afirma repassou 'depoimento' apenas para conhecimento: “Sou a favor que o comércio abra”

Redação DS 07/07/2020 Política

“Todo mundo sabe que, desde o começo, sou a favor que o comércio abra”

Política

O vereador Niltinho do Lanche, que repassou nas redes sociais um texto,  supostamente o depoimento de um médico da URA de Tangará da Serra pedindo ao prefeito Fábio Junqueira o fechamento do comércio por duas semanas, afirmou ao Diário da Serra que enviou o texto apenas para conhecimento de todos. 


“Todo mundo sabe que, desde o começo, sou a favor que o comércio abra”, afirmou Niltinho, ao explicar que recebeu o texto da Ouvidoria Municipal, e repassou somente para conhecimento. “Estou fazendo de tudo para trabalhar com transparência, porque todo mundo sabe que sou comerciante e minha família trabalha toda a noite comigo. Meus funcionários são minha família”. 
 

Entenda
 

No depoimento o médico escreve ao prefeito: “(...) Estamos vivendo uma situação caótica da doença em nosso município, de uma forma que eu nunca acreditei que aconteceria”, descreve em depoimento e afirma que 19 pacientes estão internados na enfermaria, uma pessoa morreu na madrugada e que outro paciente estaria muito grave.
 

“O fato de termos mais de 800 diagnósticos permite inferir que há pelo menos 6.000 casos na cidade (estudos falam que o número real de casos é 8x maior que o número de diagnósticos)”, completa.
 

Vale destacar, porém, que o número de 853 pessoas diagnosticadas corresponde aos dados acumulados nos últimos quatro meses e que, desses, há somente 167 ativos. A grande maioria – 675 – estão curados, conforme boletim diário divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta segunda-feira, 6. Além disso, são 11 pessoas internadas na enfermaria; e seis em UTI.
 

E continua: “(...) Chama muito a atenção também a quantidade de vendedores que vem consultar com sintomas da doença, mostrando que a exposição dos comerciantes é um grande risco a saúde pública”, expressa, ao pedir ao prefeito que considere a possibilidade de um novo fechamento do comércio e restrição das atividades não essenciais. 
 

“Somente o isolamento domiciliar geral por duas semanas pode frear o avanço da doença e aumento dos casos nesse momento”, avalia o médico.

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