Diário da Serra

Incêndio que começou há 10 dias já atingiu 40 mil hectares no Pantanal de Mato Grosso

G1MT 31/07/2020 Geral

Os bombeiros contam com uma aeronave que despeja água, um helicóptero usado para sobrevoo e reconhecimento do incêndio, além de veículos de transporte.

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Um incêndio que começou há 10 dias já atingiu 40 mil hectares no Pantanal de Mato Grosso. O fogo começou a ser registrado no dia 21 de julho na região do município de Poconé, a 104 km de Cuiabá. O Corpo de Bombeiros informou que o fogo se concentra nas proximidades da estrada Transpantaneira, rodovia que interliga a cidade até Porto Jofre, no Pantanal.


O Pantanal mato-grossense é reconhecido pela abundância da vida selvagem em uma área de 140 mil metros quadrados. A estimativa de 40 mil hectares atingidos é do Corpo de Bombeiros, que está com 18 militares divididos em cinco equipes na região. Eles combatem o incêndio diretamente com equipamentos e com aceiros.
 

Aceiros são faixas criadas onde a vegetação foi completamente eliminada da superfície do solo. A finalidade é prevenir a passagem do fogo para outra área de vegetação, evitando-se assim a propagação de queimadas ou incêndios.


Os bombeiros contam com uma aeronave que despeja água, um helicóptero usado para sobrevoo e reconhecimento do incêndio, além de veículos de transporte.
 

Alguns dias depois do incêndio começar no Pantanal, uma nuvem de fumaça encobriu a região metropolitana após o vento mudar de direção e o incêndio começar a avançar em direção a capital.
Ainda não há informações de como o incêndio começou.

 

Queimadas no Pantanal
 

O Pantanal mato-grossense teve um aumento de 530% nos registros de queimadas no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Os focos de calor em alta durante o período chuvoso no bioma alertam para um cenário crítico com a chegada da seca em todo o estado, época mais suscetível às queimadas.
 

Segundo o Instituto Centro de Vida (ICV), de janeiro a junho de 2020, foram registrados 6.747 focos de calor no estado, um aumento de quase 300 focos em relação a 2019 (com 6.450) e que contabilizou um acréscimo significativo em relação a 2018, com 4.383 ocorrências.
 

As queimadas no primeiro semestre foram lideradas pela Amazônia, com 60,93%, seguida do Cerrado, com 30,95%, e do Pantanal com 8,12%.
 

Dados do Inpe mostraram que o volume de chuvas em todo o bioma ficou 50% abaixo do normal no período de janeiro a maio, o que também colaborou para deixar o bioma mais suscetível aos incêndios.

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