Diário da Serra

HIDROVIA PARAGUAI-PARANÁ – Porto de Cáceres está pronto para operar: “agora estamos dependendo da chuva”

Fabíola Tormes / Redação DS 02/09/2020 Política

Modal hidroviário vai facilitar o escoamento da produção da região

Governador Mauro Mendes em visita nesta terça-feira, 01

O Porto Fluvial de Cáceres foi reformado e está pronto para operar com o transporte de cargas pela Hidrovia Paraguai-Paraná. Em visita ao município de Cáceres, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes conheceu o local, que será responsável por escoar boa parte da produção de grãos da região Oeste e Sudoeste do estado.


“No ano passado construímos a solução junto com a Associação dos Produtores da região. Ele está todo reformado, e pronto para operar. A licença ambiental já foi concedida. É uma obra muito esperada, que soma com a ZPE (Zona de Processamento de Exportação), que é outra importante iniciativa que está há décadas aguardando, e agora, nós retomamos”, afirma o governador.


A estrutura estava desativa há pouco mais de 10 anos, e será reativada após as melhorias implantadas por meio de uma cooperação entre a Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat), a Associação Pró-Hidrovia do Rio Paraguai (APH), para a retomada das atividades.


De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Tangará da Serra (MT) e da Associação Pró-Hidrovia do Rio Paraguai, Vanderlei Reck Júnior, a previsão é de que o Porto possa funcionar ainda neste ano. “Estamos com o Porto 100% pronto para operar e agora estamos dependendo da chuva. Quando voltar a chover e o nível do rio começar a subir, e tiver condições de navegabilidade, a gente começa as operações”, explica o responsável.


A previsão para isso é para segunda quinzena de novembro ou início de dezembro, conforme histórico pluviométrico dos anos anteriores. “Se tudo ocorrer dentro da normalidade, início de dezembro já estamos iniciando as operações no Porto de Cáceres”.


Formada por produtores da região, a Associação Pró-Hidrovia investiu aproximadamente R$ 1,5 milhão na obra de readequação. Com o início das atividades, será possível não apenas um custo benefício mais atrativo para o produtor na exportação de produtos, como na importação de fertilizantes e adubos de países vizinhos pelo modal hidroviário. (Com informações Secom-MT)
 



Notícias da editoria