Diário da Serra

Turismo de base comunitária – Um olhar para sustentabilidade

Sidney Tapajós 21/09/2020 Artigos

É preciso gostar de gente, pois são elas o principal atrativo desse modo de turismo

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O turismo de base comunitária também chamada de TBC, não é um segmento, e sim uma forma de fazer turismo, vem de forma vertiginosa, fazendo que mais gente atravesse as divisas, ultrapassando fronteiras, fazendo com que a economia circule e com isso expondo a cultura da comunidade, fortalecendo-a de forma sustentável.


Quando pensamos sobre turismo de base comunitária, falamos da real oportunidade da comunidade em receber boa parte das receitas geradas pelo turismo, a ideia por trás do modo de fazer turismo comunitário é proporcionar uma atividade mais justa, que coloque a população local no centro das atenções, em todas as etapas do planejamento, organização, implementação e monitoramento, levando em consideração a sustentabilidade ambiental e social das atividades. O TBC considera as experiências genuínas e sustentáveis, pois você vive abundantemente o lugar que visita, os comunitários visitados são os seus anfitriões e compartilham seu dia a dia e suas experiências, o que torna cada viagem que você faz única e mais valiosa.


A atividade turística comunitária deve obedecer à gestão coletiva, com transparência no uso e na destinação dos seus recursos, na qual, a principal atração turística é o modo de vida da população local, uma oportunidade de se integrar de forma genuína aos lugares visitados, mergulhando no seu modo de vida e cultura, e ao mesmo tempo, contribuir pra o desenvolvimento humano e social do destino.


Nesse tipo de turismo, a comunidade são donos dos empreendimentos turísticos e dos comércios da comunidade, tem a preocupação em mitigar o impacto ambiental. Tem como princípios a conservação do natural, valorização da história, da cultura, igualdade social, estimulando à reflexão e aprendizado, por outro lado, respeita as heranças culturais e tradições locais e promovem os diálogos e as interações entre visitantes e visitados. Nem os anfitriões são submissos aos turistas, nem os turistas os vêem como objetos de consumo, ver a vida sob outros prismas com esse tipo de turismo.


O TBC não pretende nem pode ser uma possibilidade ao turismo de massa em termos de geração de lucro. Afinal, uma de suas premissas básicas é o desenvolvimento numa escala delimitada, por isso respeita a capacidade e monitoramento do local, respeitando os recursos, já o turismo de massa tem a garantia do lucro imediato e de grande escala. Entender que é melhor investir mais em uma experiência de qualidade, sabendo que terá um impacto positivo e viverá uma experiência potencialmente transformadora, ou economizar um pouco fazendo um passeio e provocar efeitos nocivos no ambiente ou na comunidade?


Resumindo, no Turismo de Base Comunitária é preciso gostar de gente, pois são elas o principal atrativo desse modo de turismo, iremos provar de sensações únicas, gostos e cheiros, e muitas das comunidades estão inseridas em ambientes paradisíacos, o que faz da viagem algo enriquecedor.

 

Sidney Tapajós – Turismólogo e Pedagogo.
Especialista em RH e Didática do Ensino Superior.
Instagram:Turismo100Subjetivismo/
tapajós.sidney@gmail.com              (65) 9 9802-6526



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