Diário da Serra

Grupo de policiais tentou "embaraçar" investigações, aponta Gaeco

Hipernotícias 26/08/2019 Polícia

Ministério Público Militar foi comunicado

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Investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) apontam que os quatro policiais militares, que foram alvos da “Operação Coverage”, tentaram “embaraçar” as investigações. As informações foram extraídas de conversas de WhatsApp do celular do tenente Cleber de Souza Ferreira, um dos investigados da ação policial.

 

Nas mensagens, os agentes descobriram que o militar, com o apoio do tenente coronel Sada Ribeiro Parreira, tenente coronel Marcos Eduardo Paccola e tenente Thiago Satiro Albino e de outras pessoas, não identificadas, estariam agindo voluntariamente e conscientemente com o propósito de embaraçar os trabalhos investigados referente a uma pistola 9 mm registrada no nome de Ferreira.

 

Os militares citados foram alvos da Operação Coverage deflagrada na última quarta-feira (21). De todos eles, apenas Paccola não foi preso, pois antes da ação policial, o militar, por meio de sua defesa, impetrou um habeas corpus. A liminar foi autorizada pelo desembargador Sebastião Barbosa Farias.

 

O grupo de militares teria fraudado a pistola que estava registrada no nome de Ferreira. Esse revólver, de acordo com o Gaeco, levou a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a investigar a participação de Cleber, em crimes de homicídios ligados aos inquéritos da Operação Mercenários. Além disso, os policiais tiveram dificuldades de conseguir documentações da procedência da arma no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma).

 

A arma foi encaminhada à Perícia Técnica e Identificação Oficial (Politec) pela Polícia Militar, para exame de balística por conta de o tenente ter, em tese, efetuado um disparo de arma durante uma festa junina da Rotam, em 2018.

 

Depois, em 2019, a DHPP pediu perícia em todas as armas calibre 9 mm, que tinham passado pela Politec, nos últimos dois anos, para conexão a eventuais crimes de homicídios. A Politec constatou em laudos periciais de balística a utilização da pistola em três homicídios consumados e quatro tentativas de homicídios, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016.

 

Quando da prisão do tenente na operação Assepsia, a GCCO verificou que havia diversas fraudes praticadas pelo tenente com objetivo de dar legalidade a uma arma 9mm, a mesma que foi descoberta recentemente vinculada aos inquéritos da operação Mercenário.

 

Diante da descoberta das fraudes, a Polícia Civil comunicou o Ministério Público Militar para as providências cabíveis relacionadas aos militares.

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