Diário da Serra

Município intensifica ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti

Fabíola Tormes / Redação DS 18/09/2019 Saúde

Levantamento de infestação aponta hoje índices satisfatórios

Trabalho contínuo, porém intensificado neste período pelos agentes

Município intensifica ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti

O período chuvoso ainda não começou, mas a preocupação com o mosquito Aedes aegypti já mobiliza as autoridades ligadas à área da saúde. A intenção é evitar o avanço de doenças transmitidas pelo mosquito, como a dengue, zika e chikungunya, que já registram índices preocupantes.


Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2019 (até 24 de agosto), foram registrados 1.439.471 casos de dengue em todo o país, com crescimento de 599,5% em relação ao mesmo período de 2018 (205.791). Os casos da febre chikungunya chegaram a 110.627 em relação ao mesmo período do ano passado, 76.742, ou seja, 44,2% de aumento este ano. Já os casos de zika apresentaram aumento de 47,1%, este ano, quando foram registrados 9.813 casos, enquanto em 2018 foram 6.669 o que representa uma taxa de incidência de 4,7 casos/100 mil habitantes.


O Estado de Mato Grosso, apesar de não figurar na lista com os maiores índices das doenças – em relação aos dados apresentados acima – também houve um aumento de 87,5% nos casos de dengue. O estado conta com uma taxa de incidência de 385 casos por 100 mil habitantes, o que deixa com alto risco para a doença.


Já Tangará da Serra, que frequentemente esteve na lista dos municípios que poderiam ter surto de dengue, zika e chikungunya no país, com base nos dados do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa), apresenta hoje uma estabilidade.


De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde Ambiental, Izabela Talita Silva Gomes, no primeiro LIRAa deste ano, Tangará da Serra estava na zona vermelha, com 4,1% de infestação, estatística considerada alta. Já no segundo caiu para 1,1 (ainda preocupante) e agora, o resultado foi de 0,4 (satisfatório). Este último levantamento foi realizado entre os dias 2 a 6 de setembro.


Para mobilizar a população e garantir que não apareça novos focos do Aedes aegypti, a Vigilância em Saúde Ambiental de Tangará da Serra intensificou os trabalhos no município, inclusive com palestras e orientações em escolas, comércio e unidades de saúde. Além disso, segundo a coordenadora, os agentes tem trabalhado nas ações no combate ao surgimento de novos criadouros do mosquito também nas residências, antes da chegada do período chuvoso.


O trabalho também é parte das ações do Governo Federal, que na última semana lançou a campanha “E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você”. Juntamente com estados e municípios, o objetivo é reforçar a necessidade de cada um tomar a iniciativa de proteger a sua casa e de seus familiares contra o Aedes, responsável pela transmissão de três doenças: dengue, zika e chikungunya.


Ações de combate ao Aedes aegypti

Assessoria

As ações de prevenção e combate ao mosquito, realizadas pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios, são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal, porém, neste ano, a campanha foi adiantada.


A ação, que teve seu período de veiculação adiantado neste ano para setembro, reforça a necessidade de manter a mobilização nacional durante todo o ano, e não apenas nos períodos críticos, de chuva e calor. A medida traz mais tempo aos gestores locais e a população para desenvolverem ações estratégicas no combate ao Aedes aegypti, de acordo com a realidade de cada região.


Durante o período de seca, a população pode realizar ações de prevenção, basta tirar 10 minutos do dia para verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa, por exemplo. Uma vez por semana, lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas.


Além disso, é preciso descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios. Limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno também é importante para evitar pequenas poças de água.



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