Diário da Serra

Pesquisa usa vespas no controle de praga agrícola

Lorraine F. Costa / Assessoria 09/10/2019 Rural

Vespas são reproduzidas em laboratório e soltas na plantação

O controle biológico diminui o uso de inseticidas

Pesquisa usa vespas no controle de praga agrícola

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Tangará da Serra, realiza pesquisas para comprovar a eficiência da técnica de controle biológico no cultivo da couve. As pesquisas são realizadas na Clínica de Insetos do Programa de Extensão MT Horticultura em busca da diminuição dos custos de produção e de produtos mais saudáveis. A técnica de controle biológico utiliza um inseto benéfico para combater outro organismo causador de prejuízos à plantação.


A técnica de controle biológico na couve ajuda a diminuir a utilização de defensivos agrícolas, levando o produtor a ter um produto final mais saudável, como explica a pesquisadora Angélica Massarolli, professora doutora em Zoologia da Unemat. “O principal benefício é a redução de custos, uma vez que, com a utilização da vespa, não será mais necessária a utilização de inseticidas para o controle de lagartas. Além disso, nós temos os benefícios para o meio ambiente, o produtor vai colocar menos produto químico no meio ambiente e consequentemente melhorar a saúde dos consumidores e dos trabalhadores do campo”, conta.


As vespas são reproduzidas em laboratório e distribuídas na plantação, os insetos se alimentam do ovo da praga, impedindo que ela traga prejuízos para a produção.


Clínica de Insetos oferece serviços para produtores da região

A Clínica de Insetos integra o Programa de Extensão MT Horticultura, da Unemat Tangará, e oferece serviços para produtores da região de forma gratuita e um deles são os laudos técnicos, como explica a coordenadora da clínica, Mônica Josene Barbosa Pereira, professora doutora em Entomologia da Unemat.


“O objetivo da Clínica é atender produtores. Nós identificamos as pragas que estão causando problemas por meio de amostras que recebemos. Nós fazemos o laudo indicando as fases do inseto que causa o dano, para que o produtor possa reconhecer no campo as recomendações para ele controlar a praga”, afirma.
São realizadas recomendações para incentivar a utilização de métodos alternativos para controlar o ataque de insetos, como a utilização de extratos vegetais, controle do comportamento do inseto através do feromônio e o controle biológico.


“Geralmente procuro recomendações alternativas e não químicas, porém se o ataque estiver muito intenso tem que ser químico para resolver de imediato. O ideal é recomendar produtos alternativos para não ter problema de resíduos para o consumidor final e nem para quem está aplicando”, finaliza Mônica Pereira.
 



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