Diário da Serra

TANGARÁ DA SERRA – IPAC fará diagnóstico de propriedades rurais da parte alta das bacias do Queima Pé e Ararão

Fabíola Tormes / Redação DS 20/10/2021 Geral

O trabalho de campo inicia nesta quinta, com visitas aos produtores

Trabalhos serão coordenados pelo consultor ambiental Décio Siebert

O Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC) inicia nesta quinta-feira, dia 21, o trabalho de campo do projeto “Diagnóstico da qualidade ambiental e social da parte alta das bacias do Rio Queima Pé e Rio Ararão em Tangará da Serra”.

Protocolado junto ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o projeto recebeu a primeira parcela dos recursos, fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado pelo MP com a empresa LPCD (Fazenda Netolândia).

Os trabalhos, através de visitas aos produtores rurais dessas bacias hidrográficas, serão realizados pela Assistente Social Leane Horn e coordenados pelo Engenheiro Agrônomo e consultor ambiental tangaraense Décio Elói Siebert.

“Nesse diagnóstico serão levantadas informações sobre a situação ambiental, social e econômica das famílias residentes nessa região, especialmente dos agricultores familiares”, explica Décio Siebert.

Estima-se mais de 150 famílias no total, contudo esse número pode chegar a 200 visitadas e informações coletadas.

Junto ao trabalho de campo, destaca o coordenador, serão realizadas oficinas com os agricultores participantes do projeto, para estabelecer, de forma co-participativa, as ações que são importantes que sejam desenvolvidas nessa parte das Bacias dos rios Queima Pé a Ararão. As oficinas com os agricultores terão a participação do Professor Jair Kotz, ex-superintendente do programa Cultivando Água Boa da Itaipu Binacional.

A expectativa é que o trabalho seja concluído em no máximo três meses, com as oficinas acontecendo concomitantemente com as visitas. Na parte alta da Bacia do Queima Pé, onde são aproximadamente 35 agricultores, as oficinas serão realizadas após a conclusão das visitas.

No Vale do Sol I, onde tem uma parte na Bacia do Queima Pé e outra no Ararão, quando as visitas forem concluídas, farão uma segunda oficina e assim sucessivamente, seguindo com o trabalho no Progresso, Linha São José, Vale do Sol II (Bezerro Vermelho) e outras.

O projeto conta com o apoio, além do Ministério Público e da LPCD, da Prefeitura Municipal e do Sindicato Rural de Tangará da Serra, que são parceiros do IPAC nos trabalhos que estão sendo realizados no município.

Os trabalhos serão baseados na metodologia do Programa Cultivando Água Boa da Itaipu Binacional.

Notícias da editoria