Diário da Serra

Ledur será julgada em janeiro de 2021 por tortura e morte de Rodrigo Claro

RD News 24/10/2020 Polícia

A tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps é ré pelo crime de tortura que culminou na morte do aluno bombeiro Rodrigo Claro, em novembro de 2016

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Foi marcado para 27 de janeiro de 2021 o julgamento final do processo contra a tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps, ré pelo crime de tortura que culminou na morte do aluno bombeiro Rodrigo Claro, em novembro de 2016.


A última etapa para condenar ou absolver Ledur do crime foi marcada para às 13h, na 11º Vara Militar, no Fórum de Cuiabá. Na ocasião, ela vai ser julgada por quatro militares do Corpo de Bombeiros que atuarão como juízes. O caso será presidido pelo juiz Marcos Faleiros.
 

Em março deste ano, Ledur foi ouvida por 2h30 em audiência de instrução na Vara Militar. Ela disse na ocasião que Rodrigo era desequilibrado diante da água e que um bombeiro não pode vacilar na hora de fazer o salvamento e que ele vinha demonstrando essa dificuldade. Por isso, focou no treino dele.
 

Em setembro, também deste ano, a Corregedoria-Geral do Corpo de Bombeiros encaminhou ao Ministério Público Estadual (MPE) o indiciamento da tenente em mais um Inquérito Policial Militar (IPM). O órgão conclui que ela cometeu crime de natureza militar em relação a Maurício Santos, que foi aluno do 15º Curso de Formação do Corpo de Bombeiros. Ele era da mesma turma que Rodrigo, mas sobreviveu às sessões por ter desistido do curso.
 

Caso Rodrigo Claro
 

De acordo com a denúncia do MPE, apesar de apresentar excelente condicionamento físico, Rodrigo demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre, entre outros exercícios.
 

Consta na denúncia que, embora os problemas do rapaz tenham chamado a atenção de todos, os responsáveis pelo treinamento não só ignoraram a situação como utilizaram-se de métodos considerados reprováveis, tanto pela corporação militar, quanto pela sociedade civil, para “castigar” os alunos do curso que estavam sob sua guarda.
 

Conforme o MPE, depoimentos colhidos durante a investigação demonstram que o aluno foi submetido a “intenso sofrimento físico e mental com uso de violência”. A responsável pelos atos contra o jovem, segundo a denúncia, teria sido a tenente, como forma de punir Rodrigo, por ele ter apresentado mau desempenho nas atividades dentro da água.

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