Diário da Serra

'FLIGHT SHAMING' (vergonha de voar por questões ambientais)

Sidney Tapajós / Turismólogo e Pedagogo 16/11/2020 Artigos

É um movimento para evitar viagens aéreas por motivos ambientais

Artigos

Nas primícias deste ano, antes mesmo de o mundo se ver debaixo de uma pandemia, as viagens já enfrentavam alguns desafios particulares, com movimento anti-voo, que visa reduzir o impacto da aviação no meio ambiente. Tudo começou na Suécia em 2018 e foi fortalecido no norte da Europa no ano seguinte. 


Em 2019, o movimento ambientalista global denominado “flight shaming" incentivou os passageiros a evitar viagens aéreas, desse modo tendo impacto nas empresas aéreas, mesmo que moderado. Agora, a epidemia global está forçando essa atitude a acontecer, de forma mais agressiva no mercado aéreo. Os danos ambientais causados pelas viagens aéreas, conhecidos como “flight shaming”, estão fazendo com que alguns turistas preocupados com o ambientalmente correto, procurem formas de compensar as emissões de carbono despejado durante os voos, alguns usando outros meios de transporte sempre que possível.
 

Globalmente, o setor de transporte é responsável por 25% das emissões de carbono. A aviação responde por pouco mais de 2% desses números, o número de passageiros em voos comerciais estava a aumentar de forma consistente (COP 24). 
 

A “travel shaming” ou vergonha de viajar é caracterizada por um grande número de perguntas e comentários sobre a necessidade de viajar agora. É um movimento para evitar viagens aéreas por motivos ambientais, e esse movimento se espalhou para viajantes de todo o mundo.
 

O Brasil é uma das dez maiores economias de turismo do mundo. Nos últimos anos, este campo alcançou um desenvolvimento considerável e é favorecido pela tecnologia e inovação. Como parte desse mercado, vem passando por mudanças que interferem nos modelos tradicionais de negócios. Eles buscam economia, valorizam a sustentabilidade e esperam que esta viagem aumente seu valor e cultura de desenvolvimento pessoal. Combinar este “novo turista” com a inovação tecnológica, eliminando assim a intermediação entre o viajante e alguns serviços prestados.
 

Em termos de inovação, existem muitas possibilidades na indústria do turismo, alguns fatores podem mudar completamente a estratégia de negócios da empresa, são as velocidades da informação, o acesso direto às paredes do cliente e o alcance do mercado.
Do mesmo modo, observando o caminho dessa abordagem é questionável a validade de julgamentos sob a responsabilidade turística como deflagradora de mudanças climáticas. No futuro, pretendemos ajudar os viajantes a se concentrarem nas práticas de proteção ambiental, proteções do patrimônio cultural e natural e no econômico assim terão um ciclo sustentável com a qualidade e segurança para todos.

Sidney Tapajós
Turismólogo e Pedagogo.
Instagram:turismo100Subjetivismo
tapajós.sidney@gmail.com
(65) 9 9802-6526

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