Diário da Serra

TANGARÁ DA SERRA – Polícia Civil prende autores de tortura divulgada em vídeo que viralizou na internet

Redação DS 08/12/2020 Polícia

O fato teve grande repercussão, inclusive em mídia nacional

Polícia

Duas pessoas identificadas como autoras do crime bárbaro de agressão e tortura ocorrido em Tangará da Serra tiveram mandados de prisão cumpridos pela Polícia Judiciária Civil nesta terça-feira, 8, em ação da Delegacia do município e da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol). Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Tangará da Serra.


O fato de grande repercussão foi filmado pelos agressores e compartilhado por meio de aplicativo de mensagens, viralizando nas redes sociais.  Nas imagens, os suspeitos aparecem restringindo a liberdade, torturando e causando intenso sofrimento físico como forma de aplicar um castigo na vítima. O suposto motivo do crime seria o fato de a vítima ter uma dívida de R$ 500 com os suspeitos.


A sessão de tortura aconteceu na quinta-feira, 3, mas só chegou até a polícia no sábado, 5. Assim que tomou conhecimento do vídeo, a Polícia Civil de Tangará da Serra iniciou as investigações e conseguiu identificar o autor das agressões, assim como o responsável pela filmagem, e hoje seguiu com a prisão de ambos. “A Polícia Civil hoje conseguiu um passo importante no inquérito, que foi a prisão dos dois autores da tortura. Identificamos inicialmente dois autores e esse delegado representou na data de ontem [segunda-feira] a prisão preventiva de ambos. O Judiciário e Ministério Público agiram com muita agilidade”, relatou o delegado Adil Pinheiro de Paula, em entrevista à imprensa.


Um dos autores foi localizado em uma fazenda, a cerca de 35 quilômetros de Tangará da Serra, em ação coordenada pelo delegado responsável pela investigação. O segundo suspeito foi preso pela equipe da Polinter, em um hotel na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Nenhum deles resistiu a prisão.


Segundo o delegado, eles responderão pelo crime de tortura, que prevê pena de dois a oito anos, inclusive o autor das filmagens. “Ele exerce uma função essencial na prática do crime, qual seja de dar suporte, intimidar a vítima. Não é porque não agrediu fisicamente a vítima, que não vai responder ao crime. Na opinião da Polícia Civil, ele é coautor e deve responder as mesmas penas do que agride”.


Já em relação a vítima, o delegado explica que a mesma foi ouvida em outra delegacia, pois não se encontra em Tangará da Serra. “Foi ouvida em outra delegacia, que fez a oitiva e termo de reconhecimento fotográfico dos dois suspeitos presos na data de hoje. Portanto não há dúvidas sobre a autoria”.

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