Diário da Serra

Shows e eventos: Executivo terá nova reunião com representantes do setor na próxima terça

Sergio Roberto / Enfoque Business 19/02/2021 Geral
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A possível retomada das atividades de shows e eventos particulares em Tangará da Serra deverá ser decidida em reunião na próxima terça-feira, 23, às 16h, na prefeitura municipal. A informação foi repassada pelo superintendente de governo do Executivo Municipal, Alysson Rodrigues Vargas, que participou da reunião.


A proposta apresentada por representantes do setor foi pauta de reunião do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento ao Coronavírus nesta sexta-feira, 19. A análise resultou numa contraproposta do município ainda a ser finalizada e discutida no encontro da próxima terça-feira, que contará com membros do Executivo e do próprio comitê, além de representantes do segmento.


Na contraproposta constarão algumas normas voltadas aos protocolos de prevenção, distanciamento e higienização, além de limites de público nos shows e eventos privados, entre outros rigores a serem seguidos para que haja um mínimo de segurança caso o retorno das atividades seja autorizado. Neste caso, haverá a redação de um decreto exclusivo por parte do Executivo Municipal.


Situação


Há 10 meses com atividades suspensas em razão da pandemia do novo coronavírus, a classe de produtores de eventos, proprietários de casas de shows, cantores, músicos, seguranças e outros profissionais que atuam no setor deflagraram uma mobilização, com abaixo assinado, para retornarem ao trabalho.


Cerca de 500 pessoas já assinaram o pedido petição e declararam apoio ao movimento, principalmente nas redes sociais.


Os eventos não são autorizados desde abril do ano passado (à exceção do mês de dezembro, quando houve flexibilização) e os empresários e profissionais que atuam nesse segmento sentem fortemente a crise, já que estão há quase um ano sem trabalho e, por consequência, sem rendimento.


Segmento


Segundo a organização do movimento, o setor reúne mais de 1.000 profissionais, entre trabalhadores diretos e indiretos. Além dos proprietários dos estabelecimentos, o setor congrega músicos, garçons, seguranças, atendentes de copa e bilheteria, profissionais de sonorização e iluminação, decoração, limpeza, jardinagem e serviços em geral, contadores, além de engenheiros para projetos.


A atividade gera impostos e outros tributos nas esferas municipal e estadual e, também, gera renda no setor de comércio e serviços e até mesmo na mídia, com anúncios e propaganda. “A pessoa que vai na balada gasta com roupas, calçados, barbearia, salão de beleza, combustíveis, transporte… Quando tem shows nacionais, atrai pessoas de outras cidades, e aí tem renda para hotéis, restaurantes, enfim…”, observa Dj Djalma, que também está à frente da mobilização.

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