Diário da Serra

DEBATE SERRA FM – Município busca soluções paliativas para não faltar água em Tangará da Serra

Fabíola Tormes / Redação DS 21/02/2021 Geral

Assunto foi discutido na Serra FM, em debate com autoridades

Em 2020 os tangaraenses enfrentaram nova crise hídrica

Município busca soluções paliativas para não faltar água em Tangará da Serra

Buscando soluções para os problemas no setor de saneamento, especialmente relacionados ao abastecimento de água de Tangará da Serra, o prefeito Vander Masson (PSDB), desde que eleito, em novembro de 2020,  segue trabalhando para que a população não sofra novamente com a falta de água em suas torneiras.


Ao lado do assessor Alceu Grapeggia e do engenheiro agrônomo e consultor ambiental Décio Siebert, além da participação online do engenheiro sanitarista Renato Ribeiro de Gouveia, o prefeito esteve no Programa Primeira Hora, da Rádio Serra FM, falando sobre o assunto e as ações a curto, médio e longo prazo. “É importante dizer que fizemos um comitê provisório para identificar as medidas paliativas que teríamos a curto, médio e longo prazo, dentre elas o Plano A – que é trazer água do Sepotuba e o Plano B, que é trazermos água de outros pontos, como, por exemplo, o Estaca”, declarou o gestor, ao explicar que no Córrego Estaca, assim como no Russo, serão montadas estações para bombear água para o Queima Pé. “O Córrego Russo é um manancial que hoje tem uma vazão muito semelhante ao do Queima Pé. Então temos uma fonte pertinho, a um custo relativamente baixo e que com certeza vai nos atender de maneira provisória, no primeiro momento”.


Ações que, segundo o gestor, já vem sendo estudadas, com andamentos  adiantados. “Os nossos técnicos já estão fazendo os dois projetos [Estaca e Russo] para poder levar a tubulação até esses locais, antecipadamente. (…) a intenção é licitar todo esse material (…) e estar com toda a obra concluída no início de julho, quando o Rio Queima Pé começa a perder volume, e a gente já vai repondo com essa água do Estaca e do Russo. Obras que não irão agredir o meio ambiente, pois serão apenas captações, sem represamento”, reforça o assessor Alceu Grapeggia.


“Não é um trabalho de improviso”, completa Siebert. 


Outras ações imediatas tomadas, segundo o gestor, são as perfurações de poços artesianos – entre eles dois novos no Morado do Sol (próximo ao Manacá) e no almoxarifado do Samae.


Projeto Sepotuba – “Teremos que começar do zero”

Quanto ao projeto de captação de água e adução do Rio Sepotuba para a Estação de Tratamento de Água Queima Pé, que hoje está suspenso por determinação da Justiça, o prefeito Vander Masson garantiu que se trata de uma solução a longo prazo. 


“Infelizmente na questão do Sepotuba temos entraves a mais, mas vamos, paralelamente, seguindo. O projeto continua, mas teremos que começar do zero”, afirma. “Será necessário contratar uma outra empresa para refazer o projeto e assim dar seguimento a licitação”.


Mas, afirma o gestor, mesmo sendo uma solução a longo prazo, os trabalhos seguem, inclusive porque o Município corre o risco de perder a emenda da bancada de Mato Grosso na Câmara Federal de R$ 16 milhões. “Não temos nada, nem projeto. Podemos correr o risco de perdê-la. Ontem [quinta-feira] já pedi socorro ao deputado Leonardo, para o Senador Wellington Fagundes porque não podemos deixar isso acontecer. Vamos dar encaminhamento a esse projeto”, manifestou sua preocupação.


“Quero dizer a população que estamos fazendo o que está no nosso alcance neste momento (…) Não quer dizer que não teremos, de repente, um racionamento. Vamos trabalhar para que não tenhamos, mas, se tivermos, não iremos esconder o problema, para não deixar o caos acontecer”.

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