Diário da Serra

PANDEMIA – Um ano após a primeira notificação, Tangará da Serra ultrapassa 10,2 mil casos confirmados

Fabíola Tormes / Redação DS 11/03/2021 Saúde

Março marca a primeira notificação da doença – datada no dia 13

Secretária Municipal de Saúde, Gicelly Zanatta: “A gente precisa da ajuda de cada um”

A pandemia do novo coronavírus completou um ano nesta quinta-feira. No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou oficialmente que havia uma pandemia de Covid-19 no mundo. Um ano depois, a doença tirou mais de 2,6 milhões de vidas e gerou 117 milhões de casos em todo o mundo, segundo dados até 10 de março.


No Brasil, um dia depois desta data, no dia 12 de março de 2020, o Brasil registrou a primeira morte. E após um ano, o país superou a triste marca de 2 mil mortes diárias.


Já em Tangará da Serra, março marca a primeira notificação da doença – datada no dia 13 de março de 2020 – que mais tarde não foi confirmada. Um ano depois, de acordo com o último boletim divulgado, o Município contabilizava 10.297 casos confirmados e 173 óbitos.


Para a secretária Municipal de Saúde, Gicelly Zanatta, além dos altos números e da triste marca de  173 vidas perdidas, a pandemia trouxe muitas outras dificuldades neste um ano, muitas mudanças de pensamentos, contudo sem uma definição precisa de tratamento eficiente. “Só se sabe, de certo, que o que a gente precisa é realmente reduzir o número de pessoas doentes ao mesmo tempo, por isso muitas atitudes são para diminuir aglomeração, diminuir o contato entre as pessoas. E isso faz com que menos pessoas adoeçam ao mesmo tempo, possibilitando aos serviços de saúde, sejam públicos ou privados, condições para atender da melhor forma possível”.


Além disso, a pandemia trouxe dificuldades também relacionadas ao desemprego, fechamento de empresas e aumento de preços em diferentes setores. Na saúde, por exemplo, ela destaca a oscilação de preços em compras de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e medicamentos. “A quantidade de pessoas utilizando ao mesmo tempo o serviço, aumentou a demanda para medicamentos e insumos, e isso dificulta a aquisição de novos materiais, visto que está em falta no Brasil inteiro, além dos valores praticados que são muito acima do que normalmente seriam”.


Máscaras e luvas, por exemplo, que custavam centavos, agora custam reais. “Uma discrepância de aumento de preços, sem falar nos medicamentos”.


E para o futuro, como forma de diminuirmos o número de casos e, principalmente o número de mortes, a secretária pede a todos que aumentem os cuidados. “A gente precisa da ajuda de cada um. Que continuem se cuidando e cuidando dos familiares e amigos, para que tenhamos condições de não só de saúde, por conta do coronavírus, mas que a gente tenha condições de saúde como um todo: saúde mental, saúde financeira e emocional”.
 



Notícias da editoria