BUSCA DE NOTÍCIAS:
  Tangará da Serra, 25 de junho de 2017.  
Tangará da Serra - MT


Em 17/09/2016
Francisco Carneiro da Silva, um homem a frente de seu tempo


Aos treze anos, nosso homenageado de hoje já carregava sobre si uma grande responsabilidade


O Memória de hoje conta a história de Francisco Carneiro da Silva, o filho  mais velho de uma família de mais três irmãos, que muito cedo tomou para si a responsabilidade de suprir e manter a família, quando muito cedo  o pai foi acometido de uma cegueira que acabou por limitar-lhe a vida.
Aos treze anos,   nosso homenageado de hoje já carregava sobre si uma grande responsabilidade, que desempenhou de forma maestral, casando os irmãos e mantendo os pais até o final de suas vidas.
Quando tinha 19 anos, casou-se pela primeira vez e com a esposa teve seis filhos, sendo que destes, somente três viveram. Quando da gravidez do sexto filho, Francisco infelizmente perdeu a esposa após um parto bastante complicado.
Sua vida então ficou bastante complicada, uma vez que era homem da lida, vivia para o trabalho, e agora com três filhos ainda pequenos, inclusive um bebê, tudo estava confuso.
Certo dia, encontrou por acaso uma moça que conheceu aos treze anos, e isso novamente reacendeu a chama de seu pobre coração abatido. Tão logo a viu, se interessou, mas guardou para si. Como era muito conhecido da família, por ela também era demasiadamente admirado por ser um homem trabalhador e de fibra. Certo dia ouviu da avó de Deusdete, sua futura esposa a seguinte colocação. “Tenho várias netas moças, escolha uma que eu falo para você”. Com a proposta falou da escolhida. “Minha avó se encantou primeiro com ele do que eu. Bem antes de mim, porque ele tinha cuidado muito bem da esposa enquanto viva e muito mais na doença, então ela admirava demais sua atitude”, conta a esposa.  O casal então se casa e passam a criar os filhos de Francisco, que na época era administrador de fazenda, e tinha uma condição financeira razoável, que garantia à esposa uma casa confortável e empregados que a ajudavam na lida com os pequenos.

O visionário que tinha um tino comercial invejável

O casal mudou-se algumas vezes, até ouvir falar de Tangará da Serra, quando Francisco vem conhecer o lugar, e decide para cá mudar-se com toda a família. “Viemos para cá para ele abrir terras de um conhecido e as nossas que ele tinha comprado quando veio conhecer. Minha mãe ficou na cidade para a gente estudar, já que essa era uma das prioridades de meu pai, que apesar de não ter nenhum estudo, se esforçou para que todos os filhos estudassem”.
Francisco e um cunhado com quem tem muita afinidade muda-se então para a Triângulo, onde passam a viver sob lonas e a derrubar mata para realizar as plantações de feijão. “Chegamos lá passando por pinguelas e abrindo estradas no facão. Foram tempos difíceis devido a chuva que era intensa. Aqui tinha seis meses de seca e seis meses de muita chuva. Tanto que para vir à cidade, vinha uns três tratores para arrastar o carro quando  atolava”, narra Francisco, cunhado. Após alguns anos no local, Francisco percebe que a terra já não responde de acordo com  o que propõe, e volta a morar em Tangará da Serra com a família. Aqui monta um mercadinho e uma loja de materiais para construção, de onde a família tira seu sustento. Incentiva os filhos a estudar e a servir na igreja. “Ele não era muito de ir à missa, mas era disposto a ajudar em tudo que a comunidade precisava, principalmente financeiramente. Incentivava a gente para estudar e tinha o sonho de ter uma filha professora, o que viveu para ver”, diz Betinha. Apesar de sua seriedade, era muito alegre, mas era homem de uma palavra só e nem precisava falar para se fazer entender pelos filhos  que foram criados com muito zelo e cuidado. Com um olhar já dizia tudo. Era pai zeloso e ciumento, que buscava sempre o melhor do melhor para os seus.

A Homenagem

Viveu alguns anos a frente de seus negócios, onde os filhos trabalhavam também para aprender o valor das coisas e do trabalho. Mas infelizmente, passou a apresentar algumas complicações de saúde que passaram a limitar sua vida, o que realmente não foi muito bem recebido por Francisco, que era muito ágil, trabalhador, independente, criativo e prático. Partiu, após lutar contra a doença que acabou por vencê-lo. Mas deixou um legado de amor, união e bondade, que foi vivenciado pelos filhos. “Quando alguém lhe pedia fiado para matar a fome dos seus  nunca voltava de mãos abanando”.
Francisco pelo homem que foi, e pelos significativos serviços prestados ao município, foi homenageado tendo seu nome eternizado. Na Vila Alta, uma das ruas do bairro carrega seu nome, lembrando todos os dias que o que se planta em terra firme rende frutos doces e de boa qualidade. Assim como a família saudosa que deixou que continua levando seu nome em direção a fazer Tangará da serra crescer e ser um lugar de paz e felicidade.

>> Rosi Oliveira - Especial Ds




Compartilhe:


notícias da editoria
10/06/2017 - José Luiz de Souza, o servo vencedor de distâncias
José Luiz de Souza
03/06/2017 - Idalina Sueza Tayano, exemplo de vivacidade
Natural de São Paulo, Idalina Tayano mora em Tangará da Serra há 40 anos
12/05/2017 - Maria José de Matos: Uma portuguesa dura de coração mole
Maria Matos e seu filho João
29/04/2017 - Maria José Freire Duarte - Guerreira que adotou Tangará como mãe
Maria José e a filha Cristiane Freire Duarte
08/03/2017 - Francisco Bernardo do NascimentoCearence, lavrador e líder comunitário
Francisco Bernardo do Nascimento, conhecido como Franco, natural de Porteira, Ceará. Nasceu em 28 de novembro de 1943. É o segundo filho do casal Bernardo e Lourdes. Ajudou os pais a trabalhar para sustentar os dez irmãos e alguns primos que sempre vivera
04/03/2017 - Pedro Alberto Tayano, 20 anos vividos com muita intensidade
“Meu filho viveu tudo que tinha que viver, apesar do pouco tempo”, diz mãe saudosa
18/02/2017 - Dionísio Pantaleão Pacheco do êxodo à terra prometida
O casal trouxe cinco filhos e aqui tiveram mais seis filhos
04/02/2017 - Carlos Tayano, aquele que fez um sonho virar realidade
Carlos Tayano e Netos
04/02/2017 - Palmira Moreschi Tayano, sua maior elegância era fazer o bem
Aniversario de seu filho Pedro Alberto em 1971
14/11/2016 - Francisco Serrano, o homem que subiu a serra e viu o Progresso
Casa construída por Francisco, onde a família se abrigou saindo de debaixo da lona
 
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
22/06/2017 - POLÍCIA
Mais de 150 quilos de drogas são incinerados em Tangará

22/06/2017 - GERAL
Curso de Adoção para a Rede e habilitados acontece em Tangará

22/06/2017 - GERAL
76% dos empresários presentes em assembleia são contra Zona Azul

22/06/2017 - GERAL
Adalto de Freitas mostra insatisfação em relação aos pedágios

22/06/2017 - GERAL
Fabio Brito cobra implantação de oficinas culturais nos bairros

22/06/2017 - GERAL
OAB promove palestra sobre combate às drogas

22/06/2017 - GERAL
Sala da Mulher entrega 4 toneladas de alimentos

22/06/2017 - EDUCAÇAO
Seduc inicia jornada formativa sobre dislexia

22/06/2017 - ESPORTES
Módulo Esportivo recebe dois jogos da Copa Pioneira hoje

22/06/2017 - ESPORTES
Árbitros mato-grossenses comandam partidas importantes

22/06/2017 - ESPORTES
Expoagro: campeão do rodeio levará R$ 8 mil em dinheiro

22/06/2017 - ESPORTES
De volta ao Passo das Emas, Luverdense recebe o América-MG

22/06/2017 - POLÍCIA
PM matou donos de boate após ser transferido de cidade

22/06/2017 - POLÍCIA
Idoso que se perdeu em mata é encontrado após 4 dias

22/06/2017 - POLÍCIA
Menor suspeito de crime é transferido para Cáceres

22/06/2017 - GERAL
Canoístas iniciam amanhã Expedição ‘Pelas águas do Sepotuba’

Jornal Diário da Serra - Todos os direitos reservados - O primeiro jornal on-line do estado de Mato Grosso