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  Tangará da Serra, 18 de outubro de 2017.  
Tangará da Serra - MT


Em 04/03/2017
Pedro Alberto Tayano, 20 anos vividos com muita intensidade


“Meu filho viveu tudo que tinha que viver, apesar do pouco tempo”, diz mãe saudosa


“Para mim valeu a pena, e agradeço a Deus  por ter me dado ele durante vinte anos. Porque tem muitas pessoas que vivem até os 80, 90 anos e não deixa nada e nem planta nada e ele deixou”, assim foi definido Pedro Alberto Tayano  Filho pela mãe, Idalina Tayano.
Nascido aos 28 dias do mês de maio,  teve uma vida rápida, mas imensamente intensa.
Nasceu em Dracena- São Paulo,  e aos três anos de idade mudou-se para Tangará da Serra com a família para juntar-se ao pai que possuía negócios aqui no Distrito de Progresso, onde vendia terrenos e contribuiu de forma expressiva com o crescimento do local.
Foi um jovem atuante e se destacava e sobressaía onde quer que chegasse. A casa onde residia com os pais  estava sempre cheia de amigo,  e tornou-se o ponto de encontro, onde estudos, reuniões, decisões e festas eram realizadas. “O Pedrinho era muito feliz. Vivia cercado de amigos, tamanha era sua alegria. Nossa casa era muito movimentada pois os amigos dele acabaram se tornando os meus também. Ele gostava muito de fazer festas e nossa casa lá no Progresso vivia cheia. Gostava muito de assustar as pessoas com brincadeiras. Não tinha tristeza na vida dele”, lembra a mãe saudosa.
Formou-se em Magistério e atuava na área, e estava prestes a concluir a segunda graduação,  pela Universidade de Mato Grosso (Unemat), onde cursava Administração, além de ter sido estagiário,  prestando serviços no Banco do Brasil.
“Ele gostava muito de dançar. Gostava de  teatro e quadrilha. Puxou um pouco do pai que era um palhaço, acabou por ser também. Meu filho era absurdamente feliz”, comenta a mãe sorrindo ao lembrar, salientando que devido  acompanhar o pai nas festas acabou por herdar o entusiasmo e deu seguimento após a sua morte em 1981.
Pedro partiu 11 anos após o pai. “Ele era o mais velho,  muito carismático, era líder e meu protetor porque o pai havia falecido, e tomou seu lugar, em ser o protetor da casa. Cuidava de mim e da irmã”, reforça.
À época de sua partida, os médicos não souberam diagnosticar com exatidão o motivo, mas foram levantadas suspeitas sobre uma medicação que estava utilizando para emagrecer. “Ele partiu no dia 21 de setembro com 20 anos. Acordou um dia e não conseguia andar. Levamos para o hospital, onde os médicos o atenderam, ficou em observação e às 11 horas da noite resolvemos levá-lo para Cuiabá. Quando chegamos próximos a Barra do Bugres, ele pediu para pararmos e desceu um pouco cambaleante, mas deduzimos que estava melhor. Como a Lucrécia da Skol estava comigo e  tinha um filho médico ali, dono do hospital, resolvemos parar  no hospital e ele faleceu ali na cama. Não deu tempo de levar para Cuiabá, e voltamos dali”, recorda.

A homenagem

Seu falecimento causou grande comoção na cidade, uma vez que foi precoce. Os amigos e familiares foram tomados de súbito por uma notícia triste e totalmente inesperada. Por sua alegria e contribuição com a cidade, Pedro foi homenageado e hoje, o Centro Cultural de Tangará da Serra leva seu nome, e expressa a vida de Pedro, que amava as artes, fossem quais fossem.
Além desta homenagem, foi lembrado pelos amigos de turma com a qual se formaria e foi eternizado na galeria da Universidade.
Apesar de uma passagem breve por aqui, foi intenso. Amou, brincou, sorriu e chorou, mas seu maior legado foi o rastro de saudade que deixou.
“Meu filho viveu tudo que tinha que viver, apesar do pouco tempo”.

>> Rosi Oliveira - Especial DS




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