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  Tangará da Serra, 15 de dezembro de 2017.  
Tangará da Serra - MT


Em 15/09/2017
“Tenho pressa que as coisas se esclareçam”, desabafa Ramos


Em Tangará da Serra a PF cumpriu mandado na residência do deputado


“Tenho pressa, realmente, que as coisas se esclareçam (...) essa delação do Silval Barbosa [deixou] todos da classe política, principalmente os deputados citados, com a preocupação que as coisas se esclareçam o mais rápido possível. Eu quero dizer que, estou colaborando com a justiça, estou ajudando no que for possível. Não quero, de forma alguma, omitir informações para justiça ou para qualquer pessoa que seja, pois tenho a consciência tranquila daquilo que foi feito, daquilo que eu fiz”.
A declaração é do deputado estadual Wagner Ramos (PSD), durante coletiva à imprensa de Tangará da Serra nesta quinta-feira, 14, depois que sua residência foi alvo da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, na 12ª fase da Ararath.
Iniciada em 2013, a Operação Ararath investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros em Mato Grosso. Já a operação desta quinta-feira foi deflagrada após a delação do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB). Nesta 12ª fase, o objetivo era cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal em 64 endereços.
Em Tangará da Serra a PF cumpriu mandado na residência do deputado, no Jardim Ângola, de onde levou, segundo o próprio parlamentar, documentos, papéis, notebook, CPU e contratos. Além disso, os policiais estiveram também nos gabinetes dos deputados Gilmar Fabris (PSD), Silvano Amaral (PMDB), Oscar Bezerra (PSB), Wagner Ramos (PSD), Ondanir Bortolini (conhecido como Nininho) (PSD) e Romoaldo Júnior (PMDB). “E a gente espera, ansioso, para dizer que a justiça seja feita o mais rápido possível”.
A operação aconteceu simultaneamente em vários municípios. Participam da ação 270 pessoas, dentre policiais federais e membros do MPF, em nove municípios de Mato Grosso (Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste, Araputanga, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Juara, Sorriso e Sinop) e ainda no Distrito Federal  e São Paulo.


Ramos foi acusado de pedir propina em diferentes ações

O deputado estadual por Tangará da Serra, Wagner Ramos (PSD), foi alvo da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, na 12ª fase da Ararath, nesta quinta-feira, 14.
O motivo, de acordo com o parlamentar, é porque ele foi acusado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), de ter cobrado R$ 10 milhões para não incluir o seu nome no relatório final da CPI das Obras da Copa do Mundo que investigava irregularidades na construção dessas obras.
Ramos era membro da CPI e teria tratado do assunto com o filho do ex-governador, Rodrigo Barbosa, no período em que Silval estava preso no Centro de Custódia da Capital (CCC). Na delação homologada pelo STF, Rodrigo Barbosa conta que, no dia 19 de julho de 2016, recebeu Wagner Ramos em seu escritório, ocasião em que Rodrigo disse que afirmou ao parlamentar que os valores pedidos pelos deputados seriam impraticáveis. Em um segundo encontro, de acordo com Barbosa, o deputado diminuiu a pedida para R$ 7 milhões e teria informado que a quantia seria dividida entre outros membros da CPI. Os encontros foram gravados.
Em relação ao vídeo e a acusação em que supostamente faz acertos para barrar a CPI, o deputado afirma que foi chamado para discutir sobre um garimpo em Nossa Senhora do Livramento. Wagner diz que tem como testemunha um geólogo que foi nessa reunião. Além disso, ele conta que após essa pauta, Rodrigo teria pedido para o profissional se retirar e ficou somente com Wagner na sala. “(...) Esse é o áudio que estão me acusando de pedir propina. Não falei um ‘a’ de um recurso, não pedi um real e não fui lá para falar daquele assunto”.
Outro motivo apresentado para a busca e apreensão na casa do deputado tangaraense estaria relacionado ao suposto pedido de propina para aprovação das contas de Silval Barbosa. O irmão do ex-governador, Antônio Barbosa, apresentou na delação dele à Justiça um áudio em que supostamente sela um acordo com Wagner Ramos, em 2015. O suposto acordo foi firmado durante um encontro que eles teriam tido numa caminhonete, no estacionamento da Assembleia Legislativa.
Então relator das contas de 2014 do ex-governador, Wagner deu parecer favorável às contas de Silval com base no posicionamento do TCE. “Vocês podem ouvir a fita e ver que ficaram 40 minutos me esperando. De tanta insistência e porque o Digo [assessor] disse que o Romoaldo estava sozinho, eu fui. Mentiu para mim. Quando cheguei lá vi a armação pronta”, relembra Ramos.
“Conversei com eles e falei que ‘não quero discutir esse assunto’ e que estava recebendo muita pressão. Saí do carro e fechei a porta, quando o Romoaldo me xinga tudo”, complementa, ao afirmar que nenhum acordo foi fechado e que seu parecer foi dado de acordo com a recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Eles deram parecer favorável e nós aprovamos também”.
Na ALMT, a aprovação das contas de Silval Barbosa foi feita de forma relâmpago no dia 18 de dezembro.


“Estão querendo colocar todo mundo na mesma vala”, repudia deputado

“Eles estão querendo colocar todo mundo na mesma vala. O que eles querem é justificar a quantidade de recursos que eles roubaram do Estado. É essa a problemática”, afirmou o deputado estadual Wagner Ramos (PSD), durante coletiva à imprensa de Tangará da Serra nesta quinta-feira, 14, depois que sua residência foi alvo da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal. “Continuo dizendo: armaram tudo isso”, complementou, ao afirmar que as acusações contra ele e muitos outros políticos são um absurdo.
O deputado destaca, por exemplo, a tentativa de envolvimento do Governador Pedro Taques, que foi adversário político do ex-governador Silval Barbosa. “Eles estão envolvendo o Pedro Taques, que absurdo um negócio desse. Estão envolvendo o Carlos Fávaro. Estão querendo transmitir que o chefe da quadrilha é Blairo Maggi. Que absurdo um negócio desse. Totalmente um absurdo”, repudia.
“Diante do que me acusam, não tem prova sequer que me condene. Prova alguma que faça com que eu tenha que temer as investigações. Pelo contrário, saio fortalecido e de cabeça erguida”, finaliza.


>> Fabíola Tormes - Redação DS




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