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UTIs – Traumas no trânsito faz com que Saúde de Tangará entre em alerta por falta de leitos

Rosi Oliveira / Redação DS 14/05/2024 Polícia

A regulação dos leitos de UTIs são feitas pela capital

Alerta foi feito em coletiva à imprensa, nesta terça

Traumas no trânsito faz com que Saúde de Tangará entre em alerta por falta de leitos

Infelizmente os números de acidentes com traumas graves tem se mantido na média, dificultando a situação do sistema de saúde de Tangará da Serra. As informações que causam preocupação nos gestores foram repassadas em coletiva à imprensa pelo secretário Municipal de Saúde de Tangará, Wellington Bezerra. Ao lado das médicas Ingrid Iara Rodrigues, diretora técnica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Joslaine Aparecida Wayner, diretora técnica da Unidade de Pronto Atendimento (Upa), disseram do inchaço no sistema de saúde municipal por causa dos diversos acidentes envolvendo veículos, motocicletas e bicicletas, que não param de aumentar, fazendo com que pacientes que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) corram risco de não conseguirem a tempo uma vaga, dadas as proporções do trauma.

De acordo com o secretário, nos dias 11, 12 e 13 de maio os números de acidentes se elevaram de forma exorbitante e com casos gravíssimos.

Conforme os dados repassados, somente nesse final de semana, 91 pessoas aguardavam leito de UTIs no Estado inteiro. Cabe salientar que a regulação é realizada por Cuiabá e não pelo Município, que apenas solicita a vaga de UTI.

Na oportunidade, o secretário salientou a necessidade dos pais orientarem os filhos quando os perigos no trânsito e principalmente, relacionadas a combinações com ingestão de álcool.

“Temos percebido uma inversão de valores, quando as pessoas pegam os veículos e saem em alta velocidade e também quando ingerem álcool e depois jogam para os gestores a culpa pela falta de UTI”,

desabafa Wellington.

Conforme a diretora técnica do Samu, no final de semana por diversos fatores, muitos acidentes foram registrados, o que sobrecarregou os socorristas no atendimento e resposta mais rápida.

“Hoje somos três equipes de suporte básico e uma de suporte avançado, que é uma UTI móvel, e as ocorrências principalmente no trauma não tem horário marcado, como ocorreu nesse final de semana por imprudência, intoxicação alcoólica e diversos fatores externos, mas principalmente essa inconstância no trânsito, do cuidado. Tivemos várias ocorrências simultâneas de traumas e com vítimas graves, que além de sobrecarregarem as equipes, acabam por sobrecarregar a UPA, que é para onde direcionamos esses pacientes, o que acaba fazendo com que pacientes da Unidade de Pronto Atendimento fiquem sem leitos que serão ocupados por esses pacientes em trauma”,

ressalta a médica. 

Seis pacientes de Tangará estão entubados aguardando uma vaga de UTI

A situação de casos excessivos de acidentes de trânsito pode ser evidenciado através de estatística que aponta que somente nesse final de semana prolongado por causa do aniversário do Município foram realizadas 122 ligações para a Central de Atendimento quando aconteceram: 17 orientações médicas e 105 ocorrências com 81 casos clínicos e 24 traumas, sendo, desses, 19 acidentes de trânsito e cinco traumas por queda e outros.

Os acidentes de trânsito foram fruto de colisão entre moto e moto, moto e carro e moto e bicicleta. Dos traumas, cinco foram politraumas (ocorrência de múltiplas lesões graves em diferentes partes do corpo do paciente), ocorreram também quatro acidentes com múltiplas vítimas e nesse caso, cabe salientar um em especial ocorrido no Assentamento Antônio Conselheiro aonde uma família ficou ferida após uma colisão entre carro e moto. Na motocicleta estavam dois adultos e duas crianças que ficaram mais machucadas. Uma delas, inclusive, passará por cirurgia dada a gravidade do ferimento em um dos braços. As crianças tem 4 anos e a outra é um bebê, conforme informações colhidas pela redação.

Nesse momento em Tangará da Serra há seis pacientes entubados aguardando leitos em UTI e não há nenhuma vaga em todo Estado de Mato Grosso. “Todos esses pacientes são derivados de trauma, nenhum por quadro por comorbidades prévias, todos pacientes jovens”, revela a diretora técnica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Joslaine Aparecida Wayner.



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