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INVESTIGAÇÃO PJC – Delegado aponta indícios de facção em assassinato brutal registrado em Tangará da Serra

Redação DS 11/11/2025 Polícia

Corpo de homem foi encontrado decapitado em área rural

Corpo encontrado nas proximidades do rio Ararão

Um crime de extrema crueldade foi registrado em Tangará da Serra no início da noite do último domingo, 9 de novembro. A Polícia Civil e a Polícia Militar foram acionadas por volta das 17h30, após uma denúncia anônima informar sobre a presença de um corpo nas proximidades do rio Ararão, na região da Estrada do Ararão.

Ao chegarem ao local indicado, os policiais se depararam com uma cena brutal. O corpo estava enrolado em um lençol, no meio do mato, com sinais evidentes de violência. A vítima foi identificada como Eberson Odair da Silva Ribeiro, de 35 anos, natural de Porto Estrela. Segundo a polícia, o homem estava decapitado, e a cabeça havia sido parcialmente colocada dentro da própria barriga, que estava aberta.

“O corpo estava ali com os pés e mãos amarrados, com sinais claros de extrema violência, alguns cortes na região do abdômen”,

relatou o comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar de Tangará da Serra, tenente-coronel Eduardo Henrique Lana.

De acordo com o delegado Ivan Albuquerque Soares, trata-se de um

“homicídio grave, com requintes de crueldade e brutalidade”,

com características de crime cometido por facção criminosa.

“Tudo indica que foi um crime cometido por facção criminosa”,

afirmou o delegado em entrevista à imprensa nesta segunda-feira, 10.

“Tudo está sendo apurado, as equipes estão nas ruas, investigando, e a Polícia Judiciária Civil vai dar uma resposta firme a esse crime tão bárbaro, que chocou nossa comunidade”,

garantiu.

As investigações apontam que a vítima havia chegado a Tangará da Serra na semana passada para trabalhar em uma fazenda. Ele foi visto pela última vez no sábado, 8, por volta do meio-dia, em uma distribuidora de bebidas, onde comprava bebida alcoólica.

O delegado informou ainda que Eberson possuía apenas uma passagem criminal por violência doméstica.

“O que chama a atenção é que a vítima possui apenas uma passagem criminal, por violência doméstica. Não há passagem por tráfico de droga, por homicídio, por latrocínio”,

informou.

“Trabalhamos com a hipótese de que ele possa ter sido confundido como membro de facção rival. Não descartamos essa possibilidade. Tudo está sendo apurado”,

explicou Ivan Soares.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que trabalha para identificar os autores e a motivação do crime.

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