A aprovação da Carta do Pantanal, construída por mais de 500 participantes, é resultado direto da escuta parlamentar
“Pantanal por inteiro, não pela metade!”, foi com esse grito coletivo que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu à população pantaneira durante a Audiência Pública “Vozes do Pantanal: Rio Paraguai/Pantanal Vivo”, realizada na última terça-feira, 11, em Cáceres. O encontro, proposto pelo deputado Lúdio Cabral (PT), reuniu poder público, instituições de ensino, movimentos sociais e comunidades tradicionais em torno de uma pauta urgente: a preservação do maior berço das águas da América do Sul.
A aprovação da Carta do Pantanal, construída por mais de 500 participantes, é resultado direto da escuta parlamentar. O documento será levado à COP 30, em Belém (PA), representando as vozes de ribeirinhos, quilombolas, indígenas, produtores e pesquisadores que vivem e dependem do bioma.
Para Lúdio Cabral, a iniciativa demonstra que o trabalho legislativo ultrapassa os limites do plenário.
“A Assembleia existe para ouvir o povo e transformar essas demandas em ações e políticas públicas. Essa carta é um grito pela vida, pela água e pela justiça climática, e será levada à COP 30 como compromisso do Parlamento mato-grossense com o futuro do Pantanal”.
A Audiência Pública permitiu que moradores de diversos municípios expusessem suas preocupações com queimadas, seca extrema e perda da biodiversidade.
Para o coordenador da COP Pantanal, professor Dr. Ernandes Sobreira (Unemat), a presença da Assembleia em eventos como a COP Pantanal reforça o elo entre ciência e poder público.
“É fundamental que o Parlamento legitime o conhecimento produzido pelas universidades e pelas comunidades. Essa carta também só foi possível porque a ALMT deu espaço à escuta coletiva”.