Aumento no custo do descarte preocupa setor de caçambas
Recentemente o DS trouxe uma reclamação de um empresário do setor de caçambas referente a nova forma de descarte de lixo no aterro municipal, que causou descontentamento. Na manhã desta quarta-feira, 12, a categoria se reuniu com representantes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Samae), vereadores e o prefeito Vander Masson. Na oportunidade os empresários colocaram na mesa suas dificuldades.
“Há uns 20 dias fomos comunicados que não íamos poder mais descarregar no aterro municipal, porque eles alegam que o aterro estaria cheio, e não é regulamentado”, informa Luciano Nava, ao lembrar que um ano e meio atrás começaram as tratativas do aterro particular, quando disseram que o material deles não iria para este novo espaço, somente lixo úmido, o lixo orgânico domiciliar, “mas agora voltaram atrás, mudando o sistema de trabalhar”.
De acordo com o empresário, no aterro municipal somente será aceito o Resto de Construção Civil (RCC). Já lixo orgânico deverá ser levado ao aterro particular.
“O aterro municipal custava em torno de 27 reais a tonelada do nosso entulho, do nosso lixo. Agora a gente sai desse valor e vai para uma conta de 280 reais para um aterro particular, que ainda é 15 quilômetros da cidade”,
reclama.
Durante a reunião, que contou com a participação de cerca de dez empresas do setor, a categoria também solicitou um prazo maior para as novas regras de separação total dos materiais.
“Todas têm bastante caçambas espalhadas pela cidade, dependemos de esvaziar elas, com o preço que a gente foi locado”,
relata.
“Se hoje eu colocar uma caçamba para uma residência para uma limpeza normal, a pessoa pagaria 340 reais, mas com o descarte no aterro novo, ela vai custar em torno de 1.500 reais”,
anuncia.
Presente a reunião, o presidente da Câmara Municipal, vereador Edmilson Porfírio, afirmou que o assunto é preocupante.
“Para mim isso está chegando a fechamento de empresas”,
alertou.
Ao final da reunião, o diretor do Samae, Marcos Scolari, disse que quanto ao valor cobrado pelo aterro particular, o município nada pode fazer, mas afirmou que enquanto o aterro municipal suportar, haverá o recebimento do RCC.
“Vamos ao aterro para eles verem qual o processo que vamos adotar lá dentro, para garantir que eles tenham onde destinar esses resíduos”,
explicou Scolari, ao garantir que todos têm prazo indeterminado.
“O quanto eles aguentarem levar de lixo lá, o aterro nosso vai receber, mas os domésticos, vão ter que ser levados em outro aterro”.
Coleta do Lixo - A reunião também serviu para tratar da coleta do lixo doméstico que está deficitária em alguns bairros do município. O diretor disse que a empresa já foi notificada, com prazo a vencer nesta sexta-feira, 14. Informou ainda que haverá uma multa por transtornos causados aos munícipes, e que, caso o acordo entre as partes não seja cumprido, por ordem do prefeito, o contrato será rescindido.