Diário da Serra

CIDADE EM ALERTA - Ovitrampas apontaram cerca de 15 mil ovos de Aedes coletados

Rosi Oliveira / Redação DS 18/11/2025 Saúde

Neste ano de 2025 as arboviroses em Tangará da Serra somam 990 casos

Trabalho foi nos dias 21 e 22 de outubro

O trabalho de pesquisa de campo, por amostragem, que monitorou principalmente o Índice de Infestação Predial (IIP) para Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana, e de instalação de Ovitramapas foram realizados em outubro e novembro, trazendo como resposta nada boa para Tangará da Serra, que já conta com 990 casos prováveis de doenças transmitidas pelo mosquito. Os dados são do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, com dados de até o dia 06 de novembro e atualizado no dia 11 do corrente mês.

Para tentar amenizar a situação, Elias Duarte, Supervisor de Campo da Vigilância Ambiental disse que as vigilâncias Ambiental, Epidemiológica e Sanitária irão se unir no combate e conscientização e buscarão toda ajuda possível.

“Solicitamos, além da população, que os líderes religiosos, de bairros e de clubes nos ajudem nessa empreitada”,

solicita.

De acordo com Elias, a contagem dos ovos colhidos nas Ovitrampas trouxe um cenário além de preocupante, desafiador.

“Nós conseguimos capturar 13.892 ovos, e isso porque nós contamos até 200 na palheira. Se passar de 200, nós não contamos mais”,

explica.

“Então, nós tivemos mais de 15 mil ovos que foram capturados com as armadilhas”,

alerta.

“O agente sozinho não consegue combater o mosquito, se a população não fizer a sua parte”,

adverte.

Neste ano de 2025 as arboviroses em Tangará da Serra somam 990 casos, sendo 657 de dengue, 329 de chikungunya e dois de Zika. Até o momento, um óbito foi confirmado, ocasionado por dengue.

Em 2024 houve recorde de casos na cidade, com a confirmação de 4.170 casos de dengue, 5.727 de chikungunya e 53 de Zika.
 

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