Levantamento apontou um índice de 79% de infestação do mosquito por toda a cidade
Assim como já divulgado pelo DS, Tangará da Serra atingiu o índice de alto risco para infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Chikungunya, febre amarela urbana e Zika.
De um índice de 0,5 em setembro, o município saltou para 7.8. Além disso, o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) apontou 79% de infestação do mosquito por todos os bairros da cidade.
Levando em consideração os levantamentos, a Secretaria Municipal de Saúde anuncia que o modo de trabalho de antes, que era através de mutirões de coleta de materiais que acumulam água, deverá mudar.
“Todo ano a gente faz mutirões de limpeza, conscientização das pessoas para que limpem os seus quintais, mas não iremos fazer mutirões de limpeza”,
pontua a secretária Municipal de Saúde, Angela Belizário, ao destacar que o ataque aos criadouros será mais efetivo, com base nas Ovitrampas distribuídas pelo município.
“Com esse material montado no município desde o começo do ano, hoje sabemos qual é a rua, qual é o bairro que tem infestação de mosquito, então, faremos esses mutirões, mas de forma a conscientizar as pessoas que elas têm que limpar os seus quintais”, informa a secretária. “O quintal é seu, pertence a você”,
frisa.
Quantos aos terrenos baldios, Angela informa que os proprietários serão cientificados de que devem tomar medidas de limpeza do local.
“Os terrenos que não têm edificação, mas tem proprietário, então nós estaremos notificando esses proprietários para que façam as limpezas”.
Belizário destaca que as notificações não serão adotadas somente nesses casos.
“A gente vai notificar todos, e aquele que persistir em não limpar o quintal e não fazer realmente o descarte dessas águas, vamos mandar essas notificações ao Ministério Público, porque é uma das únicas alternativas que nós temos para coibir a proliferação dos mosquitos”,
alerta.
A decisão de acionar o Ministério Público, segundo a secretária Municipal de Saúde, Angela Belizário, é com base no número de recusa dos moradores em atender os Agentes de Endemias que fazem o trabalho de fiscalização, inspeção e combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite diversas doenças e que encontra em uma tampinha de refrigerante um local ideal para depositar seus ovos.
“A gente não sabe o que vai vir, se é Zika, se é chikungunya, se é dengue, então vai da nossa conscientização. O terreno é seu, o quintal é seu, e, é você quem tem que limpar”,
responsabiliza Angela.
A preocupação da secretaria é que Tangará da Serra volte a ter uma epidemia de arboviroses, como ocorreu no ano de 2024.
“Os nossos agentes fiscalizadores são treinados e capacitados para identificar onde é que tem o óvulo do mosquito antes que ele ecloda e vire mosquitinho, saia voando e encontre pessoas”,
explica.
“Então falar, aqui na minha casa não vai entrar, você pode estar colocando ali a sua sentença que pode atingir o seu vizinho ou alguém de sua família”,
alerta.
Quanto ao fumacê, Angela já ressalta que o trâmite para que o veículo venha ao município é burocrático e que apenas o veneno não é segurança de extinção do Aedes aegypti.
“O fumacê só vai eliminar alguns mosquitos alados, aqueles que já voaram, ganharam asas. Por isso, é importante o combate inicial do foco, exterminar os criadouros”,
orienta.
“Nós estamos para ajudar, estamos identificados e buscamos orientar a nossa população sobre o melhor para ser feito. As vezes o agente tem o olhar clínico para encontrar os focos”,
reforça o coordenador de Campo, Elias Duarte.
“Nós pedimos agora para trabalharmos na parte da limpeza para que não lotemos a Unidade de Pronto Atendimento”,
comenta Elias.