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PROPOSTA DE 20 DIAS – Ampliação da licença paternidade é vista como avanço, mas exige adaptação de famílias e empresas

Ingridy Silva; Eduarda Marques; Estefani Amaral / Estágio de Jornalismo 02/12/2025 Geral

Advogado e gestora explicam como a mudança pode afetar famílias e empresas caso seja aprovada

Proposta amplia a licença de 5 para até 20 dias

A proposta que amplia a licença-paternidade de 5 para até 20 dias ainda não está valendo. O Projeto de Lei 3.935/2008 foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas só passa a ter efeito após nova análise do Senado e posterior sanção presidencial. Se aprovado sem mudanças, começaria a vigorar em 2027 de forma gradual.

O advogado Altemar Dias da Gama destaca que a ampliação representa um avanço importante para as famílias.

“É um avanço muito grande, que dá a oportunidade para o pai, uma proximidade maior nos primeiros dias da criança podendo auxiliar a mãe, podendo estar ali perto, acompanhando e também ter esse vínculo familiar”,

afirma.

Para ele, o impacto não é apenas jurídico, mas afetivo.

“Você ter a licença é algo, efetivar a paternidade é outra coisa”.

Altemar lembra, que a mudança exige responsabilidade e debate sobre sua aplicação real tanto para pais quanto para empregadores.

Nas empresas, a adaptação também é tema sensível. A gestora Luciana Pereira Alves explica que o benefício precisa ser entendido dentro da rotina corporativa.

“Estamos vivendo um momento muito importante onde as empresas têm olhado mais para o profissional como ser humano”,

diz.

Para ela, a presença do pai traz vantagens diretas.

“Se a pessoa recebe esse benefício e ela fica no âmbito familiar apoiando a mãe, isso para a mãe gestante é muito importante”.

Apesar dos benefícios, Luciana avalia que o setor produtivo vai precisar de tempo.

“Estar pronto é uma palavra muito forte, porque precisa sim de uma adaptação”.

Ela reforça que as empresas devem agir com responsabilidade:

“É um direito após definido em lei, então que as empresas tenham um olhar muito cuidadoso para não tentar burlar ou fazer negociações, pois isso pode trazer problemas posteriores”.

O advogado Altemar Dias da Gama concorda que a transição exige atenção do empregador e lembra que existe também o impacto jurídico e organizacional.

“Tem a folga, mas depois também tem a questão da estabilidade que deverá ser obedecida”.

A proposta ainda aguarda votação no Senado, onde pode sofrer alterações antes de seguir para sanção.

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