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TANGARÁ DA SERRA - Dengue “com sinais de alarme” leva paciente à UTI; bairros têm ação de combate ao vetor

Enfoque Business / Redação DS 08/01/2026 Saúde

Além do bloqueio, o Município trabalha na orientação dos moradores

Saúde

A dengue motivou a internação de uma pessoa na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Tangará da Serra neste início de ano. O caso envolve uma jovem em torno de 20 anos de idade, que foi diagnosticada com “dengue com sinais de alarme”, estágio que indica possibilidade de avanço para “dengue grave” (anteriormente classificada como hemorrágica).

O caso reforçou o estado de alerta no município, que em 2025 registrou um índice de infestação de praticamente 80% nos imóveis da área urbana. O número contrasta com a redução de 90% dos casos de arboviroses registrada em Tangará da Serra no ano passado (1.128 casos de dengue, chikungunya e zika), em relação a 2024, quando houve um “boom” de mais de 10 mil casos registrados.

Combate ao vetor

Uma medida do poder público local para tentar bloquear a proliferação do mosquito Aedes aegypti é a aplicação de inseticida com uma combinação das moléculas praletrina e imidacloprida, através de bombas costais (Ultra Baixo Volume – UBV costal).

Os trabalhos já são realizados nos bairros, rua por rua, domicílio por domicílio. Os moradores são alertados da aplicação e orientados a alguns cuidados, como cobrir alimentos e proteger os animais domésticos.

Orientação

Além do bloqueio, o Município trabalha na orientação dos moradores. Nesta quinta-feira, 8, foi realizada uma panfletagem em principais bairros e vias da cidade pelos agendes de saúde.

“Nós estamos fazendo o trabalho hoje, um pit stop, entregando panfletos, orientando a população, ficar alerta com o seu quintal”, orientou o supervisor de Campo da Vigilância Ambiental, Elias Duarte, durante participação no Programa Primeira Hora, da Rádio Serra FM.
“Nós fizemos um trabalho de manhã na rua 1 [Avenida Ismael José do Nascimento], em frente ao D’Itália, na Avenida Brasil, na Praça da Bíblia, e aqui na Nilo Torres, em frente ao shopping, entregando panfletos, orientação, pedindo para a população ficar atenta, cuidar do quintal, porque é um período chuvoso e nós sabemos o que sempre vem um período chuvoso”, completou.
“Sempre orientamos a população sobre o cuidado dia a dia no seu quintal, mas muitos não ouvem e não colocam em prática a orientação do agente de saúde, que é cuidar do seu quintal, cada um cuidando do seu. Nós temos muita larva, o índice ainda continua alto”, finalizou, pedindo a atenção de todos.

Infestação

Praticamente oito em cada dez imóveis da área urbana de Tangará da Serra está infestado pelo mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A proporção é um indicador alarmante e preocupa as autoridades sanitárias locais.

Segundo levantamento – LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) – realizado nos meses finais do ano passado pelo município, um índice de infestação chegou a 7,8. Essa medição é quase o dobro do índice 4, que indica grau de alto risco.

O levantamento consistiu numa amostragem de 2.158 domicílios e considerou os índices verificados nas armadilhas para o Aedes aegypti (ovitrampas).

Os altos índices constatados pelo levantamento indicam uma problema crônico grave atribuído à população: a falta de cuidado com os quintais e o velho e condenável hábito de desovar lixo e outros materiais descartáveis em terrenos baldios.

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