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1º CASOS DO ANO – Paciente com dengue grave teve confirmação de Chikungunya também

Rosi Oliveira / Redação DS 09/01/2026 Saúde

Com o atendimento e diagnóstico rápido, a jovem já demonstra sinais de melhora significativa

Saúde

“Muita gente não se deu conta da gravidade”,

essas são palavras de Edilene Quirino Neiva, mãe da paciente que está internada com doenças causadas pelo Aedes aegypt (arboviroses) em Tangará da Serra. 

Conforme a mãe, a filha de 26 anos de idade é estudante de Fisioterapia, e há uma semana começou a sentir os sintomas da doença.

“Ela ficou em casa dois dias com febre, aqueles primeiros sintomas. Então, a gente cuidando ali, hidratando, repouso, dando um remedinho para febre”,

conta.

“No segundo dia eu percebi que ela não melhorava, e fomos ao Pronto Atendimento, onde ela ficou dois dias”. 

Após esse período, Esther Quirino Evangelista foi transferida a um hospital particular, e na segunda noite no local, foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanece internada, sem previsão de alta. 

Com o atendimento e diagnóstico rápido, a jovem já demonstra sinais de melhora significativa, e as plaquetas já subiram substancialmente.

“As plaquetas dela chegaram a treze”,

relata Edilene, quando a quantidade normal de plaquetas no sangue varia entre 150 mil e 450 mil por microlitro.

“Alerto de que o mosquito mata, é real. Dengue é sério, não é brincadeira”. 

A mãe ainda faz uma solicitação aos tangaraenses.

“Que cada um de nós cuide do seu espaço e chegando na casa de algum vizinho, de algum parente, dá uma olhadinha também, porque você vê um parente seu, assim, jovem, esportista e que cuida da alimentação nessa situação, é desesperador”,

ressalta. 

O caso já foi confirmado como ‘dengue grave’, termo utilizado atualmente para dengue hemorrágica, e além de dessa doença causada pelo mosquito, Esther também está com Chikungunya.

“Você ver a sua filha lutando pela vida, provavelmente porque alguém não cuidou, alguém não limpou o quintal, é difícil”,

se emociona a mãe.

“Tem gente que parece que não se preocupa ou não se deu conta ainda da gravidade, que pode acontecer na casa dele, com um filho, um jovem ou mesmo criança indo parar na UTI por conta de uma situação dessa. Então, se atenta e perceba que não é brincadeira”,

orienta.

Para Edilene, o Poder Público também precisa tratar com mais severidade esse problema.

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