Eventos contaram com a participação de membros dos Comitês de Bacia Hidrográfica, gestores públicos e sociedade
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), em parceria com a Fundação CSN, concluiu na última sexta-feira, dia 30 de janeiro, a programação de oficinas para construção participativa do plano de educação ambiental e proteção dos recursos hídricos realizadas nos municípios de Diamantino e Tangará da Serra. Cerca de 60 pessoas participaram das discussões nos dois municípios.
De acordo com a superintendente de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão, Juliana Carvalho, a programação começou na quarta-feira em Diamantino, com uma oficina para construção coletiva do Programa de Educação Ambiental (PEA) para fortalecimento do cuidado com as águas das cabeceiras do rio Paraguai, em Mato Grosso.
Na sexta-feira, a programação foi realizada em Tangará da Serra, em parceria do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba. Gestores públicos e representantes da sociedade civil discutiram a elaboração do Plano de Educação Ambiental em Recursos Hídricos (PEA-PRH) das Unidades de Planejamento e Gerenciamento do Alto Paraguai Médio e Alto Paraguai Superior.
“É muito importante nós mudarmos a nossa relação com a natureza e com a proteção das nossas águas, afinal é dela que emerge toda a nossa vida. Essa construção conjunta é extremamente necessária, pois são as pessoas que residem nas comunidades envolvidas que entendem as necessidades, sonhos, vontades e dificuldades do território”,
destacou a superintendente.
O presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba, Ibrahim Fantin, ressaltou que a elaboração do plano de educação ambiental atende a um anseio antigo do grupo.
“Essa é uma ação extremamente importante. O planejamento possibilitará a definição das ações, os pontos que precisam ser atacados e também os atores que precisam ser envolvidos para atingirmos o maior público possível. Queremos que a educação ambiental seja inclusiva para que possamos mobilizar e somar esforços para a gestão compartilhada dos recursos hídricos”,
afirmou.
O próximo passo, conforme a Superintendência de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão, será a realização de um seminário em Cuiabá com a participação dos membros dos Comitês de Bacia Hidrográfica dos rios Cabaçal, Sepotuba e Alto Paraguai Superior para lançamento do plano. O evento deve acontecer no segundo semestre de 2026.
Além de técnicos e representantes de comitês de bacia, a Oficina de Elaboração do Plano de Educação Ambiental em Recursos Hídricos (PEA-PRH), realizada em Tangará da Serra, contou com a participação ativa de educadores e representantes de iniciativas culturais, reforçando a importância do envolvimento da sociedade na preservação da água.
Para a professora doutora Eveline Baptistella, o evento evidenciou a necessidade de um compromisso coletivo com os recursos hídricos.
“É muito importante que a gente se lembre que a água faz parte da vida de todo mundo. Então, esse evento confirmou que é preciso um envolvimento da sociedade”,
afirmou.
Outra participação de destaque foi da professora doutora Marilza da Silva Costa, conhecida como Nega Mary, que também representa o Ponto de Cultura Flor do Mato. Segundo ela, a presença no evento reforça o papel das instituições culturais na educação ambiental.
“Nós estamos participando deste evento considerando a importância da instituição dentro do cenário municipal, porque além de trabalharmos com cultura, trabalhamos também com meio ambiente. Entendemos que os dois caminham juntos e que a arte é uma ferramenta poderosíssima para trabalhar a educação ambiental dentro desses espaços”,
afirmou.
“Então, estamos unindo forças para poder atender de uma forma mais ampliada o nosso público e trabalhar isso de uma forma mais leve, mais lúdica, para atingir de forma efetiva a população tangaraense no que tange ao respeito, ao cuidado, ao ambiente que estamos inseridos”,
completou.
“Então, estar aqui é saber, é participar e é construir junto um plano de contingência, um plano de educação, um plano que traga formas, políticas públicas para trabalharmos isso de uma forma mais ritual, mais efetiva, de forma a diminuir os riscos, o sofrimento com relação a escassez hídrica aqui no nosso município”.