Laboratório é suspeito de falsidade material e ideológica
Ladeado pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Tangará da Serra e comissão que monitora todos os trabalhos dos serviços prestados por terceiros ao Município, o prefeito Vander Masson veio a público nesta terça-feira, 3, para dar esclarecimentos sobre a possibilidade de um laboratório de análises clínicas, conveniado ao município, estar emitindo laudos falsos ou fictícios.
A denúncia veio à tona na segunda-feira à noite, 2, e na manhã desta terça foi foco de uma operação da Polícia Judiciária Civil, que encontrou o local fechado.
Durante sua fala, em coletiva à imprensa, o prefeito disse que o município foi quem deu início a todo esse processo contra dois laboratórios, ainda no ano passado.
“O município, através da Secretaria de Saúde, foi o grande protagonista para poder buscar indícios de serviços às vezes irregulares que ainda não estão comprovados”,
comentou.
“A nossa equipe, inclusive, já fez registro de boletim de ocorrência, teve reunião com o promotor, doutor Alexandre, e essa é uma questão que está em sigilo”,
informou Vander.
Quanto ao fato de que possa existir servidor conivente com a situação, Masson disse que se houver, deve ser punido.
“Essa é uma questão para a investigação policial. Do nosso conhecimento, quero crer que não tem. É uma situação que partiu, provavelmente, apenas do laboratório. Por isso que já estão sendo tomadas as devidas providências, para poder punir”,
pontuou.
“Nós estamos aqui, toda a nossa equipe, para tranquilizar a população e dizer que o município, a secretaria, está tomando todas as providências para poder dar segurança para a nossa população”.
Na oportunidade, o gestor municipal disse que uma das empresas, inclusive, fez Ação Reversa (reclamação) no Ministério Público contra o município pelas fiscalizações.
Durante a coletiva à imprensa, além de assegurar que o município é conhecedor da denúncia de um laboratório de análises clínicas, conveniado ao município, possa estar emitindo laudos falsos, sendo inclusive, o primeiro a levar o caso à Justiça, a secretária de Saúde Angela Belizário disse que o laboratório buscado na terça, 03, foi suspenso uma vez, mas não por suspeita de laudos falsificados, mas, para se adequar. Após isso, voltou a prestar serviços ao município, que não tinha conhecimento da suspeita atual. Segundo Angela, a suspeita veio à tona quando um outro laboratório, que assim como todos os credenciados ao município foi fiscalizado pela comissão, e, foi evidenciado que estava emitindo laudos, com equipamentos parados.
“A comissão visualizou uma situação de inoperância de um laboratório (...) a gente sabe que é um número grande de pessoas que precisam do laboratório todos os dias, e ele estava parado, isso acendeu um alerta da comissão”,
detalha a enfermeira técnica da Vigilância Epidemiológica, Juliana Herrero.
“Quero declarar à toda imprensa que a gestão não se omitiu em nenhum momento”,
assegura.
Já no caso do pagamento, segundo Belizário, o laboratório apresentou todos os documentos comprovando os trabalhos realizados.
“De lá pra cá, o outro laboratório, agora em questão, ainda não nos apresentou nenhum documento solicitando o pagamento desse um mês e meio antes da nova interdição”.
No caso da quebra de contrato, a secretária explica.
“Providências foram tomadas, como a polícia tem as dela, a promotoria tem, nós fizemos um processo administrativo interno para tomar providências, e nós suspendemos o serviço”.