Essa foi a segunda ação contra o mesmo laboratório em oito dias
Após oito dias, a Polícia Judiciária Civil de Tangará da Serra retornou a um laboratório de análises clínicas, localizado na Rua Oswaldo Donato, 299, Jardim Europa, frente à Unidade de Pronto Atendimento (Upa) que foi alvo de ação policial no dia 03.
O caso teve grande repercussão, quando a PJC esteve no local que estava fechado, impossibilitando a coleta de materiais para dar andamento no inquérito policial que investiga falsidade documental e ideológica.
As investigações são conduzidas pelo delegado Ivan Albuquerque, que na primeira abordagem ao local, sem sucesso, solicitou junto ao Judiciário o mandado, cumprido nesta quarta-feira, 11.
Conforme a autoridade policial, a PJC fez contato com um dos responsáveis no dia 03, que disse não estar na cidade, mas que viria para prestar esclarecimentos, o que não aconteceu.
Através do mandado de apreensão e buscas, desta vez, os policiais adentraram à unidade.
“O objetivo dessa ação é de aprender esses computadores, celulares e juntar provas para comprovar esses crimes que são apurados no inquérito policial”,
anunciou o delegado, que conduz as investigações, ao salientar que a documentação recolhida é bastante expressiva.
Segundo a autoridade policial, o laboratório é suspeito de emitir laudos falsos ou fictícios.
“A gente investiga duas linhas de exames falsos, fraudados e de exames fictícios de pessoas que sequer compareceram a essa clínica e realizaram esses exames que foram pagos pela prefeitura”,
informa.
Com prazo para encerramento, o delegado solicita àqueles que foram vítimas do laboratório para comparecerem à delegacia e formalizarem suas denúncias. O comparecimento e informações dos envolvidos serão juntados ao inquérito para análise da justiça.
“É importante que essas vítimas compareçam para existir a ocorrência, para a linha de investigação continuar e, para a gente enriquecer esse encargo policial de provas”,
orienta.
As investigações seguirão com a perícia dos equipamentos e documentos apreendidos, em busca de informações de que a empresa forjava os laudos e recebeu da prefeitura pelo trabalho.
“Eu oficiei à Prefeitura para ela me apresentar esses documentos de pagamento para apurar”,
relata.
A gravidade, assim destacada pelo delegado, tem inclusive, a suspeita de uma morte por exames inconsistentes com o quadro do paciente.