Ex-professora e produtora rural encontra na academia motivação para manter a saúde física e emocional
Aos 82 anos, Dona Evanilde Florentino mostra que nunca é tarde para recomeçar. Em vez de se acomodar no sofá, a ex-professora decidiu investir na saúde e passou a frequentar a academia, onde encontrou uma nova motivação para manter o corpo ativo e a mente lúcida.
Mãe de três filhos, Dona Evanilde construiu uma trajetória marcada por coragem e independência. Lecionou Língua Portuguesa por 36 anos, iniciando a carreira em Cascavel, no Paraná. Em 1986 mudou-se para Guarantã do Norte, em Mato Grosso, onde continuou na educação. Após a aposentadoria, passou a se dedicar à produção de gado de corte na região.
Aventureira, sempre gostou de dirigir e pilotar. Seu primeiro carro foi um Fusca, seguido de uma Brasília e uma Kombi. A moto, no entanto, era sua maior paixão. Até os 60 anos, percorria de Bross as propriedades rurais que administrava.
Mais tarde transferiu seus negócios para o ramo imobiliário em Sinop, trabalhando ao lado do companheiro Odilo por mais de 40 anos, até a morte dele, em 2025.
Apesar da perda, Dona Evanilde não deixou que a tristeza a paralisasse. Atualmente mora em Tangará da Serra, ao lado de uma das filhas, que a incentiva a continuar buscando qualidade de vida.
E foi justamente nesse novo momento que surgiu a academia.
“Fazer academia é sinônimo de sobrevivência, ter mais saúde e sobretudo despertar o corpo e a mente através da atividade física. Me sinto muito feliz em poder frequentar academia. Sempre tive vontade, mas meu marido não ia comigo. Agora que ele faleceu, tenho encontrado motivação para continuar vivendo, frequentando a academia para melhorar a mobilidade e continuar com a mente lúcida”,
conta.
Dona Evanilde escolheu treinar na academia MT Fit por se sentir acolhida e segura com o acompanhamento dos profissionais, que orientam cada movimento com atenção para evitar lesões e garantir benefícios ao corpo.
A decisão de Dona Evanilde Florentino, de 82 anos, de trocar o sofá pela academia não trouxe benefícios apenas para sua rotina. A experiência também evidencia a importância do acompanhamento profissional na prática de exercícios físicos na terceira idade.
Entre os responsáveis por orientar seus treinos está o estudante de Educação Física Gustavo Marlon de Souza Arruda, que atualmente cursa pós-graduação em Musculação Avançada. Para ele, trabalhar com o público idoso exige atenção redobrada e sensibilidade.
“Gosto de cuidar das pessoas idosas e busco me qualificar para poder ajudar. Aqui lidamos com o corpo, mas também com a mente. O emocional é um foco importante para cuidar da saúde”,
explica.
Segundo Marlon, o trabalho com o grupo geriátrico demanda mais dedicação, paciência e acompanhamento próximo, já que muitos idosos chegam à academia trazendo hábitos posturais e limitações acumuladas ao longo da vida.
No caso de Dona Evanilde, o processo também passou por uma fase de adaptação.
“No início ela fazia as séries muito rápido e ficava muito cansada. Então fui trabalhando para ela entender que aqui na academia é um momento dela para ela. Dedicar um tempo para cuidar de si é muito importante”,
relata.
Com o passar das semanas e a regularidade nos treinos, os resultados começaram a aparecer. Hoje, Dona Evanilde já demonstra mais autonomia para utilizar os aparelhos e disciplina para cumprir as séries de exercícios.
Mais do que fortalecer músculos, a musculação tem ajudado Dona Evanilde a fortalecer também o ânimo e a vontade de viver. Sua história é um exemplo de que envelhecer não significa parar — mas encontrar novas formas de seguir em movimento.