Multiartista promete uma performance conceitual marcada por arte e resistência
Tangará da Serra estará representada no Concurso Drag da Parada, que integra a programação de lançamento da 23ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso. A multiartista drag M!KA sobe ao palco neste sábado, 21 de março, às 22h, no TopFest, em Cuiabá, levando ao público uma performance que mistura música, teatro, conceito e posicionamento político.
M!KA define sua arte como um encontro de linguagens. Cantora, performer e criadora de conceitos visuais, ela explica que a personagem nasce da união de diferentes expressões artísticas que fazem parte de sua trajetória.
“A M!KA é um laboratório de artes. Nela eu consigo juntar canto, teatro, dança, cenografia e até a arquitetura, que influencia muito na forma como eu penso as minhas performances”,
conta.
O nome artístico surgiu de maneira curiosa. A drag nasceu em uma festa à fantasia em Tangará da Serra, quando o artista Claudio Altair Barbosa Lorente decidiu se montar inspirado na cantora Pabllo Vittar. A apresentação rendeu o prêmio de melhor fantasia feminina da noite e abriu caminho para a criação da personagem. Com o tempo, o nome evoluiu até chegar à forma atual: M!KA, com o ponto de exclamação que reforça a identidade artística.
Participar do concurso dentro da programação da Parada tem, para a artista, um forte significado. Atuando no interior de Mato Grosso, estado historicamente conservadorw M!KA afirma que ser drag é também um gesto político e de afirmação da diversidade.
Segundo ela, artistas LGBTQIA+ do interior ainda enfrentam desafios e, muitas vezes, ataques e tentativas de censura.
“A arte drag incomoda porque questiona. Só de existir montada, ocupando espaços e se expressando, a gente já está fazendo política”,
afirma.
Esta será mais uma tentativa da artista de conquistar o título do concurso. Em 2024, ela participou da competição e agora retorna ao palco mais madura artisticamente. A nova performance promete surpreender o público com um conceito autoral inspirado em experiências reais vividas ao longo de sua trajetória como drag no interior do estado.
“Eu quero entregar um show bonito, diferente das performances tradicionais, com um conceito teatral e uma narrativa que dialogue com a realidade que a gente vive”,
adianta.
Para a artista, o convite é simples: celebrar a diversidade.
“Não é só sobre torcer por mim. É sobre reconhecer o trabalho de todas as queens que se dedicam muito para estar naquele palco”,
conclui.
Os ingressos para o concurso podem ser adquiridos diretamente com a artista pelo Instagram: @diskmika.