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TANGARÁ DA SERRA – Tradição e fé impulsionam consumo de peixe na Semana Santa

Fabíola Tormes / Redação DS 29/03/2026 Geral

Com a proximidade da data, piscicultores e comerciantes já se organizaram para atender à demanda

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A Semana Santa, que antecede a Páscoa, é um dos períodos mais importantes para os cristãos. Ela marca o fim da Quaresma, que se refere aos 40 dias de Cristo no deserto. E, para relembrar esse tempo, marcado por jejum, oração e caridade, foi exigida a restrição à carne vermelha na sexta-feira da Semana Santa.

A tradição, ainda seguida por muitos católicos, teve origem no século XI, quando o Papa Urbano II determinou como prática de penitência. O peixe, símbolo profundo na tradição cristã, tornou-se assim uma opção para o consumo de carne neste período.

Além do significado religioso, o peixe também se destaca pelos benefícios à saúde. Rico em ferro, proteína, vitamina B12, cálcio, fósforo, iodo e cobalto, o alimento ainda possui ômega 3 e 6, considerados gorduras boas para o organismo.

Com a proximidade da data, produtores de peixe e comerciantes já se organizaram para atender à demanda, que cresce consideravelmente nesta época do ano.

Na Peixaria Pantanal, a movimentação já é intensa, com uma ampla variedade de opções disponíveis ao consumidor.

“A procura está boa, temos variedades de peixe, inclusive tenho bastante opção em peixe de rio, mas também trabalho com a piscicultura, com peixe de tanque, filé da tilápia, a tabatinga, de diversas formas, cortes diferentes, sem espinho, desossadinha, cortada inteira”,

destaca a comerciante Simone Peres de Oliveira, ao falar de alguns produtos que se destacam pela praticidade e preferência dos clientes.

“Essa tabatinga na banda, por exemplo, desossada, ela tem tido muita procura, porque é prática de ser feita. Você pode fazer molho, frito, assado, então eu tenho vendido bem ela, e o pintado que é recordista de venda, porque é muito conhecido, típico aqui da região”.

Apesar de funcionar durante todo o ano, o período da Semana Santa representa um crescimento significativo nas vendas, que pode ultrapassar 30%.

“Posso afirmar que agora chega na reta final, que já é essa semana que é a Semana Santa, tem mais procura. Como brasileiro, deixamos sempre a última hora, isso é muito comum, mas não só por isso, às vezes, as pessoas não têm espaço para guardar também. Querem pegar e já fazer, enfim, então a procura aumenta, ela fica bem corrida”.

Mesmo com o aumento na demanda, a comerciante garante que há oferta suficiente para atender todos os consumidores.

“Mas eu quero dizer que a gente tem peixe para suprir a necessidade de todo mundo, desde um piauzinho, um bagre, um peixe mais comum, até peixe para caldo, para pirão, ou um peixe mais nobre, um filé. Tenho variedades”.

A comercialização está sendo realizada na Feira do Produtor do Centro, aos domingos e quartas-feiras. Excepcionalmente, haverá atendimento também nesta quinta-feira, 2 de abril, durante todo o dia, e na sexta-feira, 3, até o meio-dia, na feira livre.

Os consumidores também podem adquirir os produtos diretamente na residência da comerciante, localizada na Avenida Alvadi Monticelli (antiga Estrada 5), nº 1280-S.



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