Pequenos gestos e o diagnóstico cedo ajudam a criança autista a crescer com maior qualidade de vida
Neste dia 2 de abril o mundo se pinta de azul para lembrar que o autismo não é uma doença, mas uma forma diferente de ver e sentir a vida. Mas, para muitas famílias, o caminho até o diagnóstico ainda é cheio de dúvidas e solidão. Entender o que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é o primeiro passo para que todos possam conviver melhor e respeitar as diferenças.
O médico Tainã Nascimento explica que alguns sinais podem ser notados logo cedo. Pais e professores devem observar
“se a criança evita olhar nos olhos, se demora a começar a falar ou se tem dificuldade em aprender coisas simples do dia a dia, são alguns sinais de alerta”.
Quanto antes a criança recebe apoio, mais fácil fica o seu desenvolvimento.
A mãe Alice Vechi conta que descobriu o autismo do filho já tarde.
“O diagnóstico veio aos 8 anos”,
lembra, ao destacar que o maior desafio não foi a notícia, mas a falta de empatia dos outros. Ainda, que o convívio social é difícil e que o bullying ainda dói muito. Relata também que espera que o filho entenda ao longo da vida que
“é preciso saber que os caminhos podem ser difíceis de chegar, mas jamais desistir”.
Para mudar essa realidade através do conhecimento, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Tangará da Serra realizará nesta quinta-feira, 2, um evento, às 14h. O objetivo é mostrar que a pessoa com autismo tem direitos que precisam ser respeitados. O encontro terá palestras na própria escola, abertas a qualquer pessoa que queira aprender mais.
Entre as convidadas estão a psiquiatra Priscila Libório, que vai conversar sobre como a família pode se fortalecer e cuidar da criança com responsabilidade e afeto. Também a nutricionista Elizandra Knorst, especialista em seletividade alimentar, algo muito comum no autismo. É uma oportunidade para toda a comunidade entender que, com informação, o preconceito perde a força.