Municípios seguem, na ausência de regras mais claras, adotando medidas próprias
Nesta segunda-feira, 06, a Prefeitura do Rio de Janeiro publicou, na edição do Diário Oficial, novas regras para disciplinar a circulação de ciclomotores e bicicletas elétricas na cidade. Entre as principais medidas, está a proibição do tráfego desses veículos em vias cuja velocidade máxima permitida ultrapasse 60 km/h.
As determinações da regulamentação respondem ao aumento recente no número de acidentes envolvendo esse tipo de veículo que tem crescido como meio de transporte, principalmente, para jovens e adolescentes.
Em sua maioria, os condutores não conhecem normas de trânsito, e tão pouco, utilizam itens de segurança como capacete com viseira, o que pode, em caso de acidente, ser fatal. Enquanto não surgem especificações claras em nível nacional, os municípios seguem, na ausência de regras mais claras, adotando medidas próprias.
Em Tangará da Serra o assunto causa preocupação.
“A gente precisa esclarecer que nós estamos lidando com um novo tipo de veículo que até então nós não tínhamos nos últimos dois anos. Virou uma febre nacional o uso desses ciclomotores elétricos. E essas motonetas possuem, sim, regras para a circulação, porém a grande parte dos condutores não possuem a capacitação”,
informa o Comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar em Tangará da Serra, Tenente-coronel PM Eduardo Henrique Lana.
“É importante a gente reforçar esse pedido aos pais para que somente faça a entrega disso a um menor de idade, se ele estiver consciente do que ele está fazendo. Porque os riscos são os mesmos para quem utiliza uma motocicleta em um ciclomotor elétrico deste. Nós temos observado adolescentes transitando, indo às escolas com esse tipo de veículo, mas que possui um mínimo de capacitação para si, não usando capacetes, não ligando seta, não ligando farol, acreditando que ele está imune a algum acidente de trânsito”,
ressalta, ao lembrar que no município já ocorreram alguns acidentes graves envolvendo esse tipo de veículo.
Quanto a um trabalho voltado a assunto, o comandante destaca que as fiscalizações ainda não estão acontecendo em virtude da carência de mecanismos de cunho municipal.
“Precisamos fazer essa regulamentação através da Câmara de Vereadores para de fato direcionar por onde esses veículos vão circular. Se são veículos que devem circular pelas ruas, assim como qualquer outro veículo, ou se haverá ciclofaixas para a devida circulação”.