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POSSIBILIDADE – Número de ovos de Aedes aegypti a eclodirem em Tangará é preocupante

Rosi Oliveira / Redação DS 05/04/2026 Saúde

Coleta de armadilhas chamaram a atenção para dados preocupantes

Densidade de positividade no município é de 87%

Número de ovos de Aedes aegypti a eclodirem em Tangará é preocupante

Os bairros Jardim Itália, Vila Alta, Dona Júlia, Shangri-Lá, Vila Horizonte, Tarumã e Vila Esmeralda são alguns onde foram identificados os maiores níveis de proliferação do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.

As informações foram repassadas pelo coordenador da Vigilância Ambiental, Fagner Brito, que divulgou o resultado do último levantamento informando sendo estas as áreas vermelhas, consideradas de mais risco de contato com o Aedes aegypti.

O estudo, que já acontece há algum tempo através de Ovitrampas, acabou de ser realizado e com a coleta das armadilhas os números chamaram a atenção para dados preocupantes.

“Foi realizado o trabalho de Ovitrampas do dia 23, quando coletamos elas e fizemos a contagem dos ovos, quando foram coletados quase 25 mil ovos nessas armadilhas”,

revela o coordenador, ao informar que a densidade foi de 87% de positividade.

“Ou seja, Tangará hoje apresenta um alto índice de ovos que possivelmente poderão virar larvas e virar mosquito”,

alerta Fagner, que ainda salienta que alguns bairros se destacam na quantidade de ovos, que é acima de 200 por paleta.

O levantamento com as Ovitrampas desde o início aponta que há dentre os bairros especificados, alguns que são reincidentes. O que significa dizer que, embora seja um local onde há uma pesquisa, trabalho informativo e combate constante da vigilância, o bairro não demonstra recuo nos casos, o que é extremamente grave.

Embora o trabalho de combate exista o ano inteiro, os servidores intensificarão os trabalhos nestas áreas quentes ainda mais.

“A nossa equipe vai atuar nas áreas vermelhas, fazendo trabalho de vistoria nas residências, no dia a dia, também fazendo o bloqueio de casas, das notificações de Dengue, Zika ou Chikungunya”,

comenta.

“Além disso, nessas áreas vermelhas a gente também trabalha na questão de sala de espera, faz pit-stop na cidade e atua na borrifação de ponto estratégico”.

Cabe destacar que para coleta e contagem dos ovos, foram colocadas pelos bairros do município, 262 armadilhas.


Recusa por visita de agentes aumenta risco de escalada de arboviroses em Tangará da Serra

Através do trabalho com as Ovitrampas, a Secretaria Municipal de Saúde tem conseguido mapear de forma mais clara as áreas de maior infestação do Aedes aegypti, responsável pelas arboviroses que em Tangará da Serra já levaram pessoas à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neste ano.

Até o dia 02 de abril, Tangará da Serra já registra 581 casos notificados de Dengue, enquanto os casos de Chikungunya chegam a 15, com um óbito confirmado.

O boletim segue sendo alimentado e disponibilizado, mas os casos podem ser acima dos conhecidos pelo fato de que alguns podem não ter sido informados, o que prejudica também o trabalho da Vigilância Sanitária.

“Esses são dados oficiais do Ministério da Saúde, onde o morador quando tem algum sintoma faz a notificação e depois fazemos o bloqueio”,

explica o coordenador da Vigilância Ambiental, Fagner Brito, ao salientar que sem o registro do caso não há como realizar a intervenção de bloqueio ao mosquito.

“Neste momento nós estamos aqui gravando, tem pessoas internadas com Dengue no hospital e as pessoas parecem que não acordam para limpar os quintais. Infelizmente a gente tem esse problema no município, mesmo com nossos servidores todos os dias fazendo o seu trabalho de rotina, entrando nas casas, orientando os moradores, mas infelizmente ainda o morador não se conscientizou”,

ressalta.

Outro ponto preocupante para o combate às arboviroses são as recusas ao receber os agentes.

“Infelizmente a população ainda não está nos apoiando como deveria apoiar. Hoje infelizmente a gente tem muita recusa, morador que recusa a entrada do ACE, em imóveis fechados, onde a gente não consegue realizar o trabalho”.

Para solucionar essa situação, já há em estudo uma busca jurídica para o problema.



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