Coleta de armadilhas chamaram a atenção para dados preocupantes
Os bairros Jardim Itália, Vila Alta, Dona Júlia, Shangri-Lá, Vila Horizonte, Tarumã e Vila Esmeralda são alguns onde foram identificados os maiores níveis de proliferação do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.
As informações foram repassadas pelo coordenador da Vigilância Ambiental, Fagner Brito, que divulgou o resultado do último levantamento informando sendo estas as áreas vermelhas, consideradas de mais risco de contato com o Aedes aegypti.
O estudo, que já acontece há algum tempo através de Ovitrampas, acabou de ser realizado e com a coleta das armadilhas os números chamaram a atenção para dados preocupantes.
“Foi realizado o trabalho de Ovitrampas do dia 23, quando coletamos elas e fizemos a contagem dos ovos, quando foram coletados quase 25 mil ovos nessas armadilhas”,
revela o coordenador, ao informar que a densidade foi de 87% de positividade.
“Ou seja, Tangará hoje apresenta um alto índice de ovos que possivelmente poderão virar larvas e virar mosquito”,
alerta Fagner, que ainda salienta que alguns bairros se destacam na quantidade de ovos, que é acima de 200 por paleta.
O levantamento com as Ovitrampas desde o início aponta que há dentre os bairros especificados, alguns que são reincidentes. O que significa dizer que, embora seja um local onde há uma pesquisa, trabalho informativo e combate constante da vigilância, o bairro não demonstra recuo nos casos, o que é extremamente grave.
Embora o trabalho de combate exista o ano inteiro, os servidores intensificarão os trabalhos nestas áreas quentes ainda mais.
“A nossa equipe vai atuar nas áreas vermelhas, fazendo trabalho de vistoria nas residências, no dia a dia, também fazendo o bloqueio de casas, das notificações de Dengue, Zika ou Chikungunya”,
comenta.
“Além disso, nessas áreas vermelhas a gente também trabalha na questão de sala de espera, faz pit-stop na cidade e atua na borrifação de ponto estratégico”.
Cabe destacar que para coleta e contagem dos ovos, foram colocadas pelos bairros do município, 262 armadilhas.
Através do trabalho com as Ovitrampas, a Secretaria Municipal de Saúde tem conseguido mapear de forma mais clara as áreas de maior infestação do Aedes aegypti, responsável pelas arboviroses que em Tangará da Serra já levaram pessoas à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neste ano.
Até o dia 02 de abril, Tangará da Serra já registra 581 casos notificados de Dengue, enquanto os casos de Chikungunya chegam a 15, com um óbito confirmado.
O boletim segue sendo alimentado e disponibilizado, mas os casos podem ser acima dos conhecidos pelo fato de que alguns podem não ter sido informados, o que prejudica também o trabalho da Vigilância Sanitária.
“Esses são dados oficiais do Ministério da Saúde, onde o morador quando tem algum sintoma faz a notificação e depois fazemos o bloqueio”,
explica o coordenador da Vigilância Ambiental, Fagner Brito, ao salientar que sem o registro do caso não há como realizar a intervenção de bloqueio ao mosquito.
“Neste momento nós estamos aqui gravando, tem pessoas internadas com Dengue no hospital e as pessoas parecem que não acordam para limpar os quintais. Infelizmente a gente tem esse problema no município, mesmo com nossos servidores todos os dias fazendo o seu trabalho de rotina, entrando nas casas, orientando os moradores, mas infelizmente ainda o morador não se conscientizou”,
ressalta.
Outro ponto preocupante para o combate às arboviroses são as recusas ao receber os agentes.
“Infelizmente a população ainda não está nos apoiando como deveria apoiar. Hoje infelizmente a gente tem muita recusa, morador que recusa a entrada do ACE, em imóveis fechados, onde a gente não consegue realizar o trabalho”.
Para solucionar essa situação, já há em estudo uma busca jurídica para o problema.