Ele chegou em Tangará da Serra em 1980, vindo do Estado de Goiás
Filho do meio de João Fernandes de Araújo e Maria Antônia de Araújo, Vilmar Fernandes de Araújo nasceu e cresceu em um lar evangélico, onde lhe foram ensinadas as mais preciosas qualidades. Nascido em 22 de setembro de 1963, em Jussara, no estado de Goiás, tinha ao lado para as brincadeiras e traquinagens de criança os irmãos: Calixto, Divino, Antônio, Valteno, Maria Helena, Luzia e José.
Vilmar aprendeu os ensinamentos dos pais, e o que lhe inculcou verdadeiramente a alma foi a bondade.
Em Jussara conheceu o ofício de carpinteiro com um dos irmãos, mas com o passar do tempo, a profissão começou a não dar o retorno necessário.
Depois de muito pensar, resolve se mudar para Tangará da Serra, aonde um de seus irmãos já residia.
O passo rumo a vida nova teve início no ano de 1980, quando chegou ao município de Tangará da Serra. Conseguiu sem dificuldade trabalho em uma marcenaria. Ali conquistou a confiança dos patrões e conheceu Rosalina Barbosa de Moura, com quem se casou cerca de seis meses depois, em 18 de julho de 1988.
“Ele era bastante certo com as coisas. Um dia me chamou, e disse que tinha gostado do meu jeito”,
conta a esposa.
“Daí eu disse que ia pensar e fomos nos conhecendo melhor, o que me fez confiar nele e aceitar seu pedido de casamento”.
Como era extremamente responsável, Vilmar já possuía há época do casamento sua casa própria, comprada com o trabalho já realizado em Tangará da Serra. Dessa união nasceram seus três filhos: Delbton Fernandes de Araújo, Lindomar Fernandes de Araújo e Fábio Junior Fernandes de Araújo.
Ao se lembrar do companheiro de uma caminhada de trinta anos, Rosalina o descreve como companheiro fiel, tanto para ela, quanto para os filhos.
“Ele viveu para a família, era voltado para nós. Se eu ia ao médico, ele fazia questão de estar ao meu lado. E com os filhos, não era diferente, estava sempre por perto e pronto a atender”.
A esposa descreve Vilmar como o provedor.
“Meu filho tinha o sonho de ser médico, pois ele trabalhou e conseguiu mandar ele para a faculdade onde realizou seu sonho”,
relata, ao informar que infelizmente, não houve tempo para o pai ver o filho formado.
Sua bondade não era somente para os seus, mas extrapolava os muros da moradia e, às vezes, encontrava pessoas necessitadas que nem conhecia, mas fazia questão de ajudar.
Para isso, utilizava um outro dom, as pamonhas.
“Um dia ele ficou sabendo de uma pessoa que precisava de uma ajuda para tratamento. Daí, levantou-se cedinho, foi à feira, comprou milho e fez as pamonhas. Vendeu tudo e levou a quantia e doou para ela”.
É lembrado como aquele que participava de tudo que acontecia na igreja da qual fazia parte, fosse em culto de jovens, adultos, crianças ou mulheres.
“O dom e alegria dele era ajudar”,
afirma a esposa.
Vilmar, que era muito alegre e otimista, tinha uma vida equilibrada e era dono de uma alegria contagiante, mas infelizmente, foi mais um que perdeu a luta para o Covid 19, em 22 de junho de 2021, após dezenove dias de internação.
Por relevantes serviços prestados ao município e às pessoas que por sua vida passaram, o vereador Esdras Moraes o homenageou no dia 13 de fevereiro de 2026, juntamente com seus pares, dando seu nome à Travessa 44, no bairro Vale do Sol, onde ficará para sempre eternizado na história de Tangará da Serra.