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NÃO BACTERIANA – Secretaria de Saúde confirma três casos de meningite viral em Tangará da Serra

Rosi Oliveira / Redação DS 13/05/2026 Saúde

A forma viral é a forma mais branda da doença

Um dos pacientes já recebeu alta

Secretaria de Saúde confirma três casos de meningite viral em Tangará da Serra

Após diversos casos de meningite registrados no Estado de Mato Grosso, com mortes, inclusive, a Secretaria Municipal de Tangará da Serra divulgou nesta terça-feira, dia 12, que o município registrou até o momento três casos e acompanha um de fora da cidade.

“Um caso era uma criança que já teve alta, e estamos acompanhando em internamento, uma criança de sete anos de idade e uma mulher. Dois dos casos já foram confirmados e o terceiro ainda estamos avaliando devido à paciente ter outras comorbidades”,

relata a responsável técnica da Vigilância Epidemiológica, Juliana Herrero, ao explicar que os casos registrados no município são de meningite viral, diferente da meningite bacteriana, que foi a responsável pelas mortes no Estado.

“Esse momento é de apreensão devido aos casos de Sinop que registrou dois casos confirmados de meningite bacteriana, que são as bactérias, e que nos preocupa mais. Mas em Tangará da Serra nós não tivemos nos últimos anos, casos confirmados para meningite bacteriana”,

afirma a enfermeira, ao salientar que por ano, acontecem no município, em média, seis a sete casos de meningite viral.

“É importante ressaltar que nesta época do ano, esses casos são esperados. Principalmente, porque estamos no finalzinho do outono, começando o inverno, onde temos mais casos relacionados aos vírus”.

Na oportunidade, a enfermeira destacou as diferenças dos tipos da doença, enfatizando que a meningite bacteriana é a forma mais letal e, informou que embora haja as diferenças o tratamento inicial é o mesmo para ambas.

“Quando se tem a suspeita todos são tratados como uma meningite indeterminada, colocados em isolamento, iniciado antibioticoterapia e realizado o exame de retirada do líquido da coluna (líquor) exame padrão para distinguir qual o tipo da doença. No momento da punção, o aspecto do líquido já traz muitas informações”,

adianta.

“Por isso, essa tranquilidade em relação a transmissão, porque quando a gente fala em viral, não nos preocupamos tanto quanto com a transmissão bacteriana. Por isso, esperamos os resultados para divulgarmos as informações para a população”.


Saúde descarta vídeo veiculado em mídias locais como sendo de Tangará da Serra

Na oportunidade, a responsável pela Vigilância Epidemiológica Juliana Herrera frisou veementemente que há casos na mídia sendo associados ao município, mas não é caso de Tangará da Serra.

“Uma mãe está lá em Cuiabá fazendo um vídeo e não sei por que motivo associaram aquele vídeo a Tangará da Serra. Não é uma moradora de Tangará da Serra, não é uma criança que foi transferida de Tangará da Serra, é uma situação de Cuiabá”,

rebate.

“O que a gente tem que entender é que as vezes se pega um caso isolado e coloca um título como se fosse Tangará da Serra e começa a multiplicar. Então tem que tomar cuidado com o que a gente multiplica, porque preocupa a população”,

orienta, novamente destacando os casos que a Saúde Municipal registrou até agora.

“São apenas esses três daqui, e um de fora que estamos acompanhando”,

ressalta.

Juliana não desmente o vídeo, mas o fato de ser de Tangará da Serra e pontua que, embora a meningite bacteriana e a meningite viral tenham diferenças, o meio de prevenção e combate são fáceis e todos podem praticar como lavar as mãos com frequência, adotar meios de higiene que envolva a utilização com álcool gel, se a criança estiver com febre não ser enviada à escola e se estiver com tosse, tapar a boca ao tossir. Destaca ainda, que no caso da meningite bacteriana, há a necessidade de contato próximo com alguém infectado e de bloqueio à escola da criança em tratamento, o que em Tangará da Serra não foi necessário devido ao tipo da doença não ser bacteriana, o que já foi apontado pelas punções, que continha líquido claro.

Herrero informou ainda que no caso dos pacientes infectados com meningite viral, nenhum deles viajou recentemente ou manteve contato com alguém que tenha viajado.



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