Ação busca combater sub-representação histórica
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou a “Campanha Representatividade”, que estimula a participação política de grupos historicamente sub-representados no Brasil: mulheres, negros e indígenas. A ação será veiculada nas emissoras de rádio e TV até 30 de julho.
Embora os homens ainda sejam ampla maioria nas disputas eleitorais, as candidaturas femininas cresceram nos quatro últimos pleitos. Em 2018, foram cerca de 9,2 mil candidaturas de mulheres (32%), número que chegou a aproximadamente 9,9 mil (34%) em 2022.
Nas eleições municipais, houve diminuição no volume de candidaturas femininas, mas a participação se manteve estável e ainda distante da maioria masculina: mulheres foram cerca de 187 mil (34%) candidaturas em 2020 e aproximadamente 159 mil (34%) em 2024.
No recorte racial, as candidaturas de pessoas negras, autodeclaradas pretas e pardas, passaram a representar a maioria nas Eleições Gerais de 2022. Em 2018, eram cerca de 13,5 mil candidaturas (46%), número que chegou a aproximadamente 14,7 mil (50%) em 2022.
Nas eleições municipais, esse grupo também ampliou a participação, passando de cerca de 279 mil (50%) em 2020 para aproximadamente 239 mil (52%) em 2024.
As candidaturas indígenas também cresceram, embora ainda representem parcela bastante reduzida do total. Em 2018, foram cerca de 130 candidaturas (menos de 1%), chegando a aproximadamente 190 em 2022. Nas eleições municipais, o número passou de cerca de 2,2 mil (menos de 1%) em 2020 para aproximadamente 2,6 mil em 2024.