Nos dois casos, a PJC elucidou os crimes em tempo recorde
Através de uma força-tarefa, integrantes da 1ª Delegacia de Polícia, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa, Delegacia Regional, Delegacia Especializada da Mulher e Perícia Técnica (Politec), em menos de 24 horas, elucidaram um crime ocorrido na manhã de terça-feira, 12.
O município, que registrou um feminicídio em 2023 e um em 2025, em 2026 já contabiliza dois em curto espaço de tempo de uma para o outro e todos no mês de maio.
A última vítima, Clara Vitória da Silva, de 23 anos foi encontrada já sem vida por uma amiga que acionou a polícia.
As investigações seguiram e apontaram como responsável pelo crime, Douglas Aparecido Ferreira, que confessou o assassinato e era vizinho que residia em frente à casa da vítima, há pouco tempo.
“A investigação entrou noite adentro e nós conseguimos então o êxito em prender o suspeito em flagrante”,
informa o delegado responsável pela DEDM, Guilherme Renato Polimeni Lós.
“Agora nós estamos finalizando o procedimento flagrancial para encaminhar ao Poder Judiciário. Mas eu quero aqui ressaltar, parabenizar as equipes que participaram dessa apuração. Em menos de 12 horas nós demos uma resposta à população”.
A motivação para o assassinato foi um fascínio que o réu confesso desenvolveu por Clara, que era casada, e o teria rejeitado. Ela teria sido morta a pauladas.
Esse é o segundo caso nessa linha que ocorre no município em menos de sete dias. No dia 06, a estudante de Direito, Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, também foi morta por rejeitar o também réu confesso que tirou sua vida.
Ambos os casos serão tratados como feminicídio com qualificadoras, embora seja um crime autônomo, o entendimento jurisprudencial consolidado pelo STJ permite a combinação com circunstâncias de natureza objetiva (como meio cruel) ou subjetiva (motivo fútil/torpe). Nos dois homicídios há possibilidade de abuso sexual, o que será ou não descartado pela Politec.