Com 98% de positividade na coleta de ovos de mosquitos, município acende o sinal vermelho
A luta contra as arboviroses ganhou um diagnóstico preciso e preocupante em Tangará. No final de abril, a Secretaria Municipal de Saúde instalou 259 armadilhas estratégicas por todo o município para capturar ovos e larvas dos mosquitos transmissores da dengue, zika e chikungunya. O resultado do monitoramento, no entanto, acendeu um alerta nas autoridades: a taxa de positividade atingiu impressionantes 98%.
Diante do cenário, diversos bairros da cidade entraram oficialmente na classificação de “zona vermelha”, indicando altíssimo risco de infestação. O Coordenador da Vigilância Ambiental, Vagner Brito, revelou que os índices mais alarmantes de ovos coletados se concentram no Tarumã, Alto da Boa Vista, Centro, Vila Esmeralda e Jardim Shangri-lá. É nestas localidades que as equipes de endemias estão se concentrando para tentar conter e baixar urgentemente esses números de proliferação.
Com casos da doença já registrados na cidade, Vagner Brito faz um apelo urgente para que a população faça a sua tarefa de casa.
“O combate eficaz só acontece com a eliminação de qualquer foco de água parada, a verificação constante em calhas, quintais e a vedação correta de caixas d’água”.
Além do cuidado doméstico, outra engrenagem fundamental para o sucesso das ações é a notificação oficial. O coordenador explica que para a equipe realizar o bloqueio dos focos de forma precisa, é importante que o morador com sintomas suspeitos procure imediatamente uma unidade de saúde.
A partir do registro clínico, os agentes conseguem agir no perímetro correto do contágio. Atualmente, esse trabalho de bloqueio emergencial está sendo realizado de forma concentrada na região do Tarumã, identificada como o bairro de maior índice epidemiológico. O recado final das autoridades é claro: o mosquito não dá trégua e a prevenção salva vidas.