Diário da Serra

23 ANOS E 4 MESES – Médico que trabalhava em Tangará da Serra e Nova Olimpia é preso condenado por estupro de vulnerável

Rosi Oliveira / Redação DS 22/05/2026 Polícia

Médico possui outros processos relacionados ao mesmo crime

A ordem foi cumprida nas primeiras horas da manhã desta quinta

A Polícia Judiciária Civil de Tangará da Serra deu cumprimento ao mandado de prisão em desfavor de um médico que trabalhava no município e também em Nova Olímpia. A ordem foi cumprida nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 21.

De acordo com informações fornecidas pelo delegado Ivan Albuquerque, o caso já foi transitado em julgado, em Cuiabá. A denúncia é de estupro de vulnerável.

“Ele foi condenado a 23 anos e 4 meses de reclusão”,

informa a autoridade policial.

O Ministério Público pediu a condenação total do médico nos termos do artigo 217-A (Estupro de vulnerável), com o aumento de pena previsto no artigo 226, inciso II (pelo fato de o autor ser tio das vítimas), em regime de continuidade delitiva.

Na primeira instância, ele foi condenado a 40 anos de prisão, mas na instância superior a pena definitiva foi reduzida para 23 anos. O processo não cabe mais recurso. 

O delegado informou ainda que o médico possui outros processos relacionados ao mesmo crime.

“Conforme o promotor, ele responde a outras ações penais por cometimento de crime de estupro de vulnerável”.

Durante a prisão, de acordo com delegado, o homem se mostrou assustado, e disse que não estava entendendo o porquê da prisão.

Destacou ainda que no dia anterior havia falado com seu advogado que nada havia informado sobre a prisão.

  • Entenda o caso

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os crimes ocorreram em diferentes locais, incluindo as cidades de Porto Estrela e Barra do Bugres. 

Conforme as investigações, os abusos ocorreram de forma continuada entre os anos de 2016 e 2020.

As investigações apontam que o médico se aproveitava dos momentos em que ficava sozinho com as crianças para praticar os crimes. Para garantir o silêncio das crianças, ele fazia graves ameaças, afirmando que mataria a mãe delas e toda a família caso os fatos fossem revelados.

No interrogatório na Justiça, o médico negou as acusações e alegou que nunca permaneceu sozinho com as sobrinhas, sustentando que a denúncia seria uma “armação” motivada por desavenças familiares decorrentes da partilha de terras do ex-sogro.

Ainda segundo a versão do réu, a mãe das vítimas teria ficado inconformada com a divisão dos bens e decidido retaliar contra ele. A versão, no entanto, não foi confirmada pela investigação.

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