Produtor rural recorda continuidade da história familiar na agricultura mato-grossense
Aos 59 anos, Sérgio Rodrigues Sanches segue construindo, com dedicação e amor, o legado que aprendeu desde pequeno com os pais. Nascido em Tangará da Serra, ele atua há 13 anos diretamente na agricultura, dando continuidade à história iniciada pela família ainda na década de 1960, quando chegaram ao município em busca de oportunidades no campo.
Em 1965, a família Sanches deixou sua cidade de origem para tentar a vida em Mato Grosso, em uma época marcada por desafios, dificuldades e muito trabalho manual na lavoura.
“Ele veio conhecer a região, gostou e voltou para buscar a família. Vieram em um pau de arara, como era comum antigamente, para começar uma nova vida aqui. Tudo era muito simples: o plantio era feito na matraca e a colheita no cutelo. Até hoje temos uma trilhadeira antiga que ele trouxe para beneficiar arroz, feijão e milho”,
disse.
A trajetória da família mudou de forma repentina após a morte do pai de Sérgio, em 1977. A partir daquele momento, ainda muito jovem, ele passou a aprender sobre a vida no campo ao lado da mãe e dos trabalhadores da propriedade, acumulando experiências que mais tarde seriam fundamentais para sua atuação no agronegócio.
“Meu pai começou trabalhando com lavoura e, depois, também atuou no ramo imobiliário, chegando a construir um loteamento em Tangará da Serra. Mas convivi pouco com ele. Em 1977, quando eu tinha apenas 9 anos, ele faleceu. A partir daí, cresci aprendendo com a minha mãe e com os peões da propriedade. Depois da morte do meu pai, deixamos a agricultura e passamos a trabalhar mais com a pecuária leiteira. Fui aprendendo na prática, tomando decisões junto com a minha mãe, acertando e errando, mas sempre seguindo em frente. Graças a Deus, fomos crescendo e construindo nossa história”,
lembrou com carinho.
Apesar da ligação com o campo desde a infância, Sérgio passou a atuar de forma mais intensa na agricultura a partir de 2013, motivado pelo desejo de ensinar ao filho o valor do trabalho e construir uma atividade sólida para a família.
“Eu arrendava minha fazenda para o plantio de cana e, depois, para soja, mas não estava satisfeito apenas com o arrendamento. Meu filho já estava crescendo e eu queria ensiná-lo uma profissão. Então comprei maquinário, busquei assessoria e comecei a plantar. Hoje, graças a Deus, a fazenda tem toda a estrutura necessária, com secador e demais equipamentos”,
disse.
Atualmente, Sérgio atua na produção de soja, milho, pecuária e confinamento, sempre ao lado da família, que participa ativamente da administração e das atividades da propriedade.
“Hoje trabalhamos com soja, milho, pecuária e também confinamento. E tudo isso é feito em família. Tenho três filhos, duas mulheres e um homem, todos formados. Minha esposa trabalha comigo no financeiro, minha irmã também participa, então é realmente um trabalho familiar. Tenho muito orgulho da história construída pela minha família”,
ressalta.
A história de Sérgio Rodrigues Sanches representa a trajetória de muitas famílias que ajudaram a construir o agronegócio mato-grossense entre desafios, perdas e conquistas. Hoje, ao lado da família, ele dá continuidade ao sonho, demonstrando que trabalho, perseverança e união continuam sendo os principais pilares para o desenvolvimento do campo e das futuras gerações.