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MONITORAMENTO CLIMÁTICO – El Niño deve intensificar seca e aumentar risco de incêndios em Mato Grosso no segundo semestre

Fabíola Tormes / Redação DS 17/06/2026 Geral

Previsões indicam diminuição das chuvas, temperaturas acima da média e maior frequência de ondas de calor

Coordenador da Defesa Civil, Paulo de Jesus

El Niño deve intensificar seca e aumentar risco de incêndios em Mato Grosso no segundo semestre

A Defesa Civil de Mato Grosso está orientando os municípios sobre os impactos do fenômeno El Niño previstos para o segundo semestre deste ano. O objetivo do alerta é fazer com que os municípios se antecipem aos riscos e adotem medidas preventivas antes que os problemas se agravem.

A expectativa é de um período de estiagem mais severo, com redução das chuvas, temperaturas acima da média e aumento significativo do risco de incêndios florestais em diversas regiões do estado.

De acordo com o coordenador de Proteção e Defesa Civil de Tangará da Serra, Paulo Roberto de Jesus Santos, o El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica, modifica os padrões de chuva em diferentes partes do planeta e gera efeitos distintos nas regiões do país.

Para a região Centro-Oeste, alerta o responsável, haverá superaquecimento,

“o que propaga os incêndios, tanto urbano como florestal”.

Paulo Roberto alerta que os efeitos podem ser semelhantes aos registrados em 2024, quando o estado enfrentou uma das temporadas de queimadas mais severas dos últimos anos.

“Eu diria, com toda tranquilidade, que estamos na iminência de vivenciar também aquela situação que ocorreu aqui em 2024, com os incêndios generalizados. Isso porque vamos ter vários fatores para culminar nessa situação. Nós temos os estudos de especialistas que afirmam categoricamente que vamos ter dois graus, no mínimo, de 2 a 2,5, de um superaquecimento e vai provocar problemas de saúde, problemas da safra, enfim, envolve todas as situações”. 

O coordenador destaca ainda que a combinação entre calor intenso, baixa umidade do ar e ventos fortes cria condições ideais para a propagação rápida do fogo.

“A escassez hídrica também pode e vai influenciar diretamente, vai impactar, além da propagação dos incêndios florestais, porque a umidade mais baixa, mais calor e vento, isso favorece com os incêndios florestais, além também de propagação de insetos peçonhentos. (...) Ou seja, toda essa cadeia de fatores que favorece para trazer grandes prejuízos para nós, seres humanos”.

As previsões apontam que os meses de julho e agosto devem concentrar os efeitos mais severos do fenômeno em Mato Grosso.


Defesa Civil reforça preparação da população para enfrentar período crítico de queimadas

Diante da previsão de um período de seca mais intenso em Mato Grosso, a Defesa Civil de Tangará da Serra está reforçando ações preventivas e orientando a população sobre os cuidados necessários para enfrentar os meses mais críticos do ano.

Segundo o coordenador de Proteção e Defesa Civil do município, Paulo Roberto de Jesus Santos, o planejamento para situações de emergência já está definido por meio do Plano de Contingência (Plancon), documento elaborado para estabelecer as responsabilidades de cada órgão durante os períodos de crise.

O coordenador destaca que o foco atual é fortalecer a capacidade de resposta dos órgãos públicos e da própria comunidade. Uma das principais iniciativas desenvolvidas pela Defesa Civil em parceria com o Corpo de Bombeiros é a formação de brigadistas florestais em comunidades rurais e assentamentos.

“Preparar a comunidade para poder enfrentar, como fizemos junto com o Corpo de Bombeiros, a formação de brigadistas florestais com equipamentos básicos para fazer o primeiro combate”.

Além da preparação das equipes, a Defesa Civil faz um apelo para que a população contribua com ações simples que podem evitar tragédias ambientais.

“A gente pede, humildemente, a consciência de cada um de vocês, cada um fazer o seu papel, não atear fogo no lixo”,

pede, ao orientar que restos de folhas e materiais orgânicos sejam reaproveitados como adubo, sem a utilização do fogo.

A Defesa Civil também recomenda cuidados com a saúde durante os períodos de calor extremo e baixa umidade relativa do ar.

“(...) Evitar o máximo que puder a exposição ao sol, nos períodos mais críticos, atividade física, tomar bastante água. Pessoas do grupo de risco, esse cuidado deve ser redobrado”.

Em casos de emergência ou denúncias relacionadas a incêndios, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou entrar em contato diretamente com a Defesa Civil pelo número 98475-4123.



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