Avanço na educação com tecnologia, IA e zero evasão entre alunos indígenas
O período pós-pandemia trouxe novos desafios para a aprendizagem dos estudantes em todos os níveis de ensino, tornando-se um dos temas mais debatidos no país. Em Mato Grosso, municípios vêm apresentando respostas concretas com foco em planejamento, gestão e monitoramento de resultados. Em cidades como Rondonópolis, Tangará da Serra e Sapezal, iniciativas apoiadas pelo Grupo Empreendedor Mato Grosso em Evolução (GEMTE) têm impulsionado projetos voltados à alfabetização, ao ensino integral, à tecnologia educacional e à permanência dos alunos na escola.
Em Rondonópolis, a maior rede entre os municípios acompanhados pelo GEMTE, o foco está na reorganização da gestão educacional. O município desenvolve oito projetos simultâneos em parceria com a organização do terceiro setor, incluindo a expansão do ensino integral, a busca ativa de estudantes em situação de abandono escolar, a revisão curricular e a criação de um núcleo permanente de monitoramento de indicadores educacionais.
“Essa parceria tem feito com que a gente consiga profissionalizar cada um dos departamentos, fortalecendo as práticas e as rotinas de trabalho da equipe. Tem nos ajudado muito a manter o foco naquilo que é o nosso principal objetivo: prestar um serviço de qualidade e garantir a aprendizagem das crianças do nosso município”,
disse a assessora especial da Secretaria Municipal de Educação de Rondonópolis, Débora Brum.
Em Tangará da Serra, os desafios passam pela diversidade cultural e pela inovação pedagógica. A rede municipal iniciou projetos voltados ao uso de tecnologia e inteligência artificial na formação de professores, buscando tornar as aulas mais atrativas e conectadas à realidade dos estudantes.
O município conta com 364 estudantes indígenas na rede pública de ensino. A Secretaria Municipal de Educação comemora o fato de não ter registrado nenhuma evasão escolar entre alunos indígenas no primeiro semestre deste ano.
“Os coordenadores e professores promovem rodas de conversa com os pais para falar sobre a importância da educação na vida dos filhos, para que possam viver com dignidade, lutar por seus direitos e pelo território. E, principalmente, continuar valorizando e fortalecendo a própria cultura”,
pontua a coordenadora estratégica do programa do GEMTE junto à Secretaria Municipal de Educação de Tangará da Serra, Rosilaine Barros de Souza.
Em Sapezal, município que já é referência estadual em educação, os resultados chamam atenção: 93% das crianças foram alfabetizadas na idade certa. Agora, a meta é avançar ainda mais em outras áreas do ensino público.
Entre as ações implementadas em Sapezal está a ampliação de vagas em creches para bebês de seis meses a um ano de idade. Em 2026, foram criadas duas novas turmas e, para o próximo ano, já está planejado um aumento de 50% no atendimento dessa faixa etária.
“Diagnosticamos que esse crescimento é possível por meio da readequação da estrutura existente, sem a necessidade de grandes investimentos”,
explica o gerente de projetos do GEMTE, Pedro Henrique Neves.
As ações desenvolvidas nos três municípios são acompanhadas por meio de reuniões mensais, avaliações estratégicas e indicadores de desempenho, que permitem corrigir rotas ao longo do ano. A expectativa é de que os impactos quantitativos apareçam já nos próximos ciclos de avaliação educacional e no ICMS Educacional dos municípios.
O trabalho conjunto tem motivado as equipes técnicas das secretarias municipais.
“A parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de Tangará da Serra e o GEMTE tem se mostrado estratégica para o fortalecimento das políticas educacionais e para a qualificação dos processos de gestão da rede municipal de ensino. A atuação conjunta tem contribuído para o desenvolvimento de ações voltadas ao planejamento, ao monitoramento e ao aprimoramento das práticas pedagógicas, favorecendo uma gestão mais eficiente e orientada por resultados”,
afirma Rosilaine Barros de Souza.