Produção dirigida por cineasta de Tangará reforça o crescimento do audiovisual regional
O cinema produzido em Mato Grosso ganhou mais um motivo para comemorar. O curta-metragem de ficção Belo Ouro, dirigido e roteirizado pelo cineasta tangaraense Pither Lopes, foi um dos destaques da 23ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá – Cinemato, realizada entre os dias 29 de junho e 5 de julho, no Teatro Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A produção conquistou dois dos principais prêmios da mostra: Melhor Curta de Ficção de Mato Grosso e Melhor Ator de Curta-Metragem, concedido ao ator Genival Soares, de Nova Olímpia, protagonista da obra.
O filme acompanha José, um garimpeiro que invade uma terra indígena em busca de ouro. Mesmo alertado por Guaraci, o deus do Sol e protetor daquele território, ele ignora os avisos e enfrenta as consequências de sua ganância. A narrativa utiliza elementos do realismo mágico para discutir exploração ambiental, conflitos territoriais e respeito aos povos originários.
Emocionado com o reconhecimento, Pither Lopes destacou a longa trajetória até a conquista.
“O roteiro começou a ser escrito em 2021. Participei de dois laboratórios de roteiro, depois fui contemplado pela Lei Paulo Gustavo, filmamos em 2025 e agora iniciamos a circulação pelos festivais. É a realização de um sonho dirigir um filme e representar o audiovisual mato-grossense”,
afirmou.
Para o diretor, as premiações também simbolizam o amadurecimento da produção regional.
“Hoje Mato Grosso conta com excelentes fotógrafos, roteiristas, atores e profissionais de efeitos visuais. Ver essa indústria crescer e conquistar espaço no Brasil é motivo de orgulho. Vida longa ao Cinemato e aos filmes da nossa terra”,
concluiu.