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PODER LEGISLATIVO – Lei da ALMT transforma aves em patrimônio turístico e aposta no desenvolvimento sustentável

Diones Krinski / Especial DS 09/07/2026 Geral

Iniciativa incentiva um dos segmentos do turismo que mais cresce no mundo

Lei cria a Política de Incentivo ao Turismo de Observação 

Lei da ALMT transforma aves em patrimônio turístico e aposta no desenvolvimento sustentável

Uma nova política pública aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promete transformar um dos maiores patrimônios naturais do Estado em desenvolvimento econômico, conservação ambiental e oportunidades para as comunidades locais. A Lei nº 13.456, de autoria do deputado estadual Valdir Barranco (PT), institui a Política Estadual de Incentivo ao Turismo de Observação de Aves (birdwatching), reconhecendo oficialmente uma atividade que cresce em todo o mundo e encontra em Mato Grosso um dos seus maiores potenciais.

O birdwatching consiste na observação de aves em seu ambiente natural, sem interferir em seu comportamento. Muito mais que um hobby, a prática movimenta milhões de turistas, fortalece o ecoturismo, incentiva pesquisas científicas, amplia a educação ambiental e gera renda para guias, pousadas, restaurantes, transportadores e pequenos empreendedores.

Para o ornitólogo Professor Doutor Josué Ribeiro da Silva Nunes, a aprovação da lei representa um marco para Mato Grosso.

“É uma conquista para a pesquisa, para o turismo e para a conservação da biodiversidade. Quando a natureza passa a gerar renda de forma sustentável, ela ganha ainda mais valor para quem vive nela e dela”,

afirma.

Segundo o pesquisador, Mato Grosso reúne características únicas por abrigar Amazônia, Cerrado e Pantanal, concentrando uma das maiores diversidades de aves do Brasil. Espécies emblemáticas, como a arara-azul, tuiuiú, mutuns, uirapurus, ciganas e milhares de aves aquáticas fazem do Estado um destino cobiçado por observadores brasileiros e estrangeiros.

Além de estimular o turismo, a legislação incentiva a formação de guias especializados, a produção de roteiros turísticos, campanhas educativas nas escolas e o compartilhamento de registros científicos em plataformas colaborativas, fortalecendo a chamada ciência cidadã.

A lei também cria oportunidades para que jovens permaneçam em suas comunidades atuando como condutores ambientais, reduzindo o êxodo rural e transformando o conhecimento da fauna local em profissão.

“Essa política pode gerar emprego, fortalecer a economia dos municípios e, ao mesmo tempo, proteger nossos ecossistemas. É um exemplo de como uma iniciativa legislativa pode transformar riqueza natural em qualidade de vida para a população”,

destaca Josué.

Ao instituir a Política Estadual de Incentivo ao Turismo de Observação de Aves, a Assembleia Legislativa demonstra que legislar também significa enxergar novas vocações para Mato Grosso. Ao unir conservação, educação, turismo e desenvolvimento regional, a Lei nº 13.456 cria condições para que a biodiversidade deixe de ser apenas um patrimônio ambiental e passe a ser também uma fonte permanente de conhecimento, renda e oportunidades para as atuais e futuras gerações.


Tangará da Serra reúne cenários ideais para o turismo de observação de aves

Com uma rica diversidade de ambientes naturais, Tangará da Serra reúne condições para se tornar um dos principais destinos de birdwatching de Mato Grosso. Um dos espetáculos mais conhecidos acontece diariamente entre 17h e 18h, quando centenas de periquitos-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri) cruzam o céu da Avenida Brasil rumo as árvores do canteiro central, que são usadas como dormitórios coletivos, proporcionando uma experiência única para moradores, turistas e fotógrafos.

O potencial, porém, vai muito além desse fenômeno urbano. O Parque Municipal Ilto Ferreira Coutinho oferece trilhas e áreas arborizadas que favorecem a observação de diversas espécies ao longo do ano. Já o Parque da Família José Cardoso Campos e o Parque Linear Manoel Ferreira de Andrade, com suas áreas verdes e corredores ecológicos, podem integrar roteiros de observação e educação ambiental, aproximando a população da biodiversidade local.

Os atrativos naturais do município também ampliam esse cenário. Locais como o Salto das Nuvens, a Cachoeira do Formoso, em território indígena, o Salto Maciel e as aldeias indígenas preservam ecossistemas onde é possível encontrar uma grande variedade de aves típicas do Cerrado e de áreas de transição, unindo contemplação da natureza, ecoturismo e valorização cultural.

Com a Política Estadual de Incentivo ao Turismo de Observação de Aves, Tangará da Serra passa a ter uma oportunidade concreta de estruturar roteiros especializados, capacitar guias, incentivar a ciência cidadã e fortalecer um turismo sustentável capaz de gerar emprego, renda e conservação ambiental.



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